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A comunicação efetiva/afetiva como ferramenta para formação de uma equipe colaborativa no Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Brasília-Contagem. - TCC do curso PGR5

RESUMO

Este trabalho apresenta os resultados de uma atuação prática de facilitação interna para o desenvolvimento de um Plano Estratégico de Comunicação Efetiva/Afetiva a ser implementado no Núcleo de Gestão Integrada (NGI) ICMBio Brasília-Contagem para contribuir na formação de uma equipe colaborativa que gere resultados para a conservação da biodiversidade no Cerrado e agregue valores socioambientais para a sociedade. Foi realizado o Diagnóstico da Comunicação Interna do NGI ICMBio Brasília Contagem; planejado e executado a primeira fase do Planejamento Estratégico de Comunicação Interna; estabelecida metodologia para reunião no NGI e registradas as reflees sobre o papel do líder na efetividade/afetividade da Comunicação Interna e exercício da Liderança Relacional

Ano de Publicação: 2018

Jardim Botânico 1808 2008 -

Um passeio pelo Jardim Botânico pode ser muitos. A pessoa consigo mesma, abrigada das arestas e tensões do cotidiano; com amigos, com a família, sob o afeto das árvores. Pode ser uma caminhada para acordar o corpo sedentário, ver e ouvir crianças e passarinhos, nutrir-se da força majestosa da mata. Pode ser um tempo para emocionar-se, refletir, fora do ritmo e formalidades do meio urbano e das convenções profissionais e sociais. Para aprender, descobrir, observar, mostrar, embevecer-se, deixar-se envolver por um museu vivo, ser seu elo contemporâneo. Para sentir-se parte de uma história de 200 anos que diz tanto sobre o Brasil. Não é só refúgio, contemplação, cultura e conhecimento a dádiva do Jardim Botânico. Ele é um lugar, principalmente, de procurar respostas para nossos dilemas de hoje, por meio do despertar da sensibilidade para valores humanos, espirituais e ambientais e para prazeres e sensações profundos, não-consumistas e não-imediatistas. Nem sempre no nível do consciente ou das palavras, os sentidos captam uma educação sutil que fica plantada na alma como um jequitibá frondoso, cuja sombra e frutos aparecem, ao longo da vida, nas escolhas, no sentido do olhar, nas emoções individuais e coletivas, nas prioridades, na generosidade, no respeito às diferenças, na solidariedade, na negação da truculência, do egoísmo e do valetudo como leis de sobrevivência na sociedade. Este é também um jardim de mentes e, talvez, ao incluírem o Jardim Botânico entre suas 7 maravilhas, os cariocas estivessem de certa forma expressando a compreensão de que ele é um forte símbolo de algo que não querem destruir dentro de si mesmos, apesar das pressões, do medo, dos conflitos. Os 200 anos desse multi-jardim são inclusivos e plenos de diversidade biológica e humana. Creio que não devemos vê-los de maneira estanque, embora a linha temporal seja importante para entendermos sua progressiva adaptação aos desafios das diferentes épocas, sua construção institucional e social. Criado por d. João em 1808, como Jardim da Aclimação, para preservar as especiarias vindas das Índias Orientais, o foi também, ao lado dessa função utilitária, porque o então príncipe regente extasiou-se diante da natureza e quis protegê-la. Já estava aí presente o tema basilar recorrente da vida brasileira: como nos desenvolvermos sem destruir algo que é central em nossa identidade, ou seja, a privilegiada natureza presente no território onde nos constituímos como nação? Em nossos dias, com maior complexidade social, cultural e política, temos que lidar com esse imperativo de maturidade nacional, o ponto de inflexão que nos levará (ou não) ao crescimento com a qualidade ambiental que está posta como inalienável desde que, ao sabor da geopolítica de cinco séculos atrás, aqui começou uma história que herdamos e da qual somos os atuais construtores. O Jardim Botânico é um microcosmo das potencialidades virtuosas dessa história, um sinalizador de que um futuro melhor depende da integração entre desenvolvimento humano, espiritual, social e econômico, o que supõe bases culturais, educacionais, estrutura científica e tecnológica e uso inteligente dos recursos naturais. Desde sua criação, o maior objetivo do Jardim Botânico – uma autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente – é a pesquisa para a conservação da biodiversidade e preservação do meio ambiente. Hoje, com acervo de valor incalculável, desenvolve ações de natureza científica, educacional, ambiental, cultural e social. Tombado como Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, definido pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, passou por grandes transformações no decorrer de dois séculos e afirmou-se como referência nacional e internacional em jardins botânicos. As diferentes administrações do passado, em conjunto com a participação consciente e ativa da sociedade civil do Rio de Janeiro, entregaram a esta gestão um acúmulo de realizações, de formas de interagir com a cidade. Nós estamos, portanto, agregando nossa contribuição por meio de uma política destinada a aprofundar essa interação e a expandir as atividades do Jardim Botânico de forma integrada e multidimensional. Programas e projetos de pesquisas científicas na Mata Atlântica, Zona Costeira, Conservação e Taxonomia integram a área científica. O projeto de informatização do Herbário tornou disponível na Internet seu acervo. A área de ensino consolidou-se na Escola Nacional de Botânica Tropical, instalada no Solar da Imperatriz, com a introdução dos cursos de mestrado e doutorado em Botânica Tropical, além dos cursos de extensão em gestão ambiental. Outro destaque é o acervo da Biblioteca Barbosa Rodrigues, uma das mais completas do País na área de Botânica. A pesquisa está presente ainda no Programa de Apoio Institucional de Desenvolvimento dos Jardins Botânicos Brasileiros e no Banco de DNA de Espécies da Flora Brasileira. Ainda em 2008, será implantado o Centro de Conservação da Flora, para ser referência nacional de dados sobre a flora brasileira, além de subsidiar o Ministério do Meio Ambiente na elaboração da Política Nacional de Biodiversidade e de acesso a recursos genéticos. Os visitantes ganharão, também, o Museu do Meio Ambiente. Interativo e sensorial, mostrará o meio ambiente como um processo dinâmico e retratará a relação do homem com a natureza. Na área social, são promovidos cursos de jardinagem e inclusão social para jovens oriundos de comunidades populares. Eles têm nas aléias, canteiros, recantos naturais e no Caminho da Mata Atlântica, uma fonte inesgotável de trabalho e aprendizado. E, nos últimos anos, o Jardim Botânico passou a desenvolver também atividades na área cultural com a inauguração do Espaço Tom Jobim – Cultura e Meio Ambiente. Como se vê, uma trajetória tão rica e tão cheia de possibilidades merece uma grande comemoração, ela mesma planejada de forma a refletir os valores que se deseja que o Jardim Botânico expresse. Para isso foi instalado, em setembro de 2007, o Conselho dos 200 anos do Jardim Botânico, grupo formado por autoridades, cientistas, empresários e artistas. Da junção de visões e abordagens, surgiu a programação agora aberta ao Rio de Janeiro, ao Brasil e a quem mais queira compartilhar esse momento que é memória, futuro, ação e encantamento. O mesmo encantamento que Einstein manifestou ao andar por essas trilhas em 1925 e que esperamos possa continuar a iluminar e inspirar os sonhos e vidas de crianças e adultos que por aqui passam. 

Senadora Marina Silva -  Ministra do Meio Ambiente - jan 2003 / maio 2008

Ano de Publicação: 2008

Roteiro: Diversidade e Evolução - Projeto TECENDO REDES POR UM PLANETA TERRA SAUDÁVEL

O tema Evolução e Diversidade foi escolhido para a SNCT para comemorar os 150 anos da Teoria da Evolução, proposta por Charles Darwin. O tema deste ano assume os vínculos indissociáveis da evolução da vida com a diversidade, entendida em suas múltiplas abordagens: biológica, ambiental, étnica e cultural. O projeto “Tecendo Redes por um Planeta Terra Saudável” nascido da parceria entre Instituições de Pesquisa e escolas da rede pública, busca refletir sobre as questões gerais da SNCT a partir da realidade local visando à transformação dessa realidade através de uma rede colaborativa. As perguntas que nos guiaram com essa temática foram: Como a reflexão sobre a realidade (local e global) contribui para problematizar a discussão sobre o tema “Evolução e diversidade”? Como este tema pode ajudar a construir conhecimentos e direcionar ações que possam contribuir para a transformação da nossa realidade local e global? Foi um desafio para os participantes do projeto, trabalharmos com conceitos difíceis de serem problematizados com os estudantes, principalmente das séries iniciais, e com grande risco de ser utilizado de forma incorreta e superficial, como o da evolução. Isso por outro lado estreitou os elos da rede ao nos fazer procurar coletivamente, através do estudo e do debate, o modo mais indicado de abordar aqueles conceitos e suas co-relações. 9 10Diversidade Evolução 11 Seguindo a metodologia delineada no projeto, um diagnóstico foi feito junto aos estudantes das escolas participantes perguntando o que eles entendiam por evolução, por diversidade, onde percebiam a diversidade e o que achavam necessário fazer para mantê-la. Os dados nos mostraram que se havia muita confusão quanto ao entendimento dos conceitos, por outro lado os estudantes entendiam o valor da vida e se mostravam dispostos a defendê-la, reivindicando a igualdade no direito à vida e respeito às diferenças. A equipe do Núcleo de Educação Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro formulou junto aos professores das escolas do entorno este “Roteiro da Evolução e Diversidade” no arboreto a fim de alimentar essa reflexão para as visitas realizadas pelas escolas participantes durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2008. As questões nele apresentadas, representadas nos oito pontos do roteiro, buscam esclarecer os conceitos e as possibilidades que nos permitem entender nosso lugar e nosso tempo a partir de um cenário que começa num jardim, mas que devem caminhar por dentro das escolas. Este Caderno é parte do registro dessa atividade e não temos ilusão que encerram dúvidas e esgotam o debate, pretendemos que ele nos sirva como estímulo a continuar inquirindo, pesquisando, tentando responder nossos estudantes e junto a eles formular outras perguntas. Participantes do Projeto Tecendo Redes Por Um Planeta Terra Saudável: SME, Fundação Oswaldo Cruz, Museu de Astronomia e Ciências Afins, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 1ª CRE, 2ª CRE, 4ª CRE, Colégio Pedro II. Escolas Participantes da 2ª CRE, E.M. Camilo Castelo Branco, E.M. Capistrano de Abreu, E.M. Julio de Castilhos, E.M. Luiz Delfino, E.M. Manoel Cícero, E.M.Oscar Tenório e E.M. Julia Kubtschek.

Ano de Publicação: 2009

Guia de Atividades Didáticas - Animais Ameaçados de Extinção - CEPAM - Edição Nº 1 – Ano 1 – nº 1 Novembro 2018

Apresentação

 O presente Guia destina-se a servir de material de apoio para práticas simples de educação ambiental que podem ser desenvolvidas por professores e monitores na sala de aula e nas áreas naturais de sua comunidade. Destinado a servir principalmente à rede pública de ensino municipal de Manaus, o Guia tem como tema gerador espécies da fauna silvestre ameaçadas do Bioma Amazônico, num esforço de trazer a realidade ambiental local para a vivência educacional dos alunos. Acreditamos que o processo de formação não deve apenas privilegiar conteúdos científicos, mas também aspectos subjetivos e emocionais. Portanto, propomos a realização de atividades que contribuam para que os alunos possam se identificar como parte integrante da natureza, sentindo-se afetivamente ligados a ela, condição fundamental para uma atuação responsável e respeitosa em relação ao meio ambiente. Pretendemos que este material sirva mais do que como um roteiro, mas também como fonte de inspiração para atividades lúdicas, dinâmicas e inovadoras na rotina dos alunos e professores, despertando assim, em todos, maior conexão com a natureza e interesse pela sua conservação. 

Boas práticas! 

Os autores

Ano de Publicação: 2019

Expedições às montanhas da Amazônia Expeditions to the Mountains of Amazonia

As montanhas, consideradas a morada dos espíritos pelos índios ianomâmis, representam para Marcus A. Nadruz Coelho, Denise Pinheiro da Costa, Gustavo Martinelli, Miguel Avila Moraes e Rafaela Campostrini Forzza, os cinco biólogos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro responsáveis pela pesquisa contida neste livro, um turbilhão de espécies que surgem, transmutam, se reproduzem, desaparecem e transformam continuamente a flora amazônica.

De forma objetiva e ricamente ilustrada, este trabalho reúne novas e antigas espécies da vegetação montanheira que são coletadas e estudadas com metódica abordagem científica e, ao mesmo tempo, reverência às amostras, de muitas das quais ainda se desconhece o gênero. Por isso, esta obra é de grande relevância ao explorar as raras espécies do bioma da maior floresta tropical do planeta.

Para os cientistas e para a indústria, esses montes imponentes, cuja riqueza biológica é ainda pouco explorada, podem simbolizar o futuro da humanidade, uma gama de possibilidades e descobertas com potencial para gerar desde insumos para alimentos até fármacos. À parte os nomes científicos ou vulgares da filogenia local, as plantas coletadas entre as montanhas do extremo norte da Amazônia impressionam por sua riqueza e seu exotismo, captados nas belíssimas fotos de Ricardo Azoury.

Ao apoiar este projeto, a Natura, que desde sua fundação, há quase 50 anos, já apostava na sustentabilidade como valor, reforça sua visão de mundo — de ser uma marca identificada com a comunidade de pessoas que se comprometem com a construção de um mundo melhor — por meio da melhor relação consigo mesmas, com o outro, com a natureza da qual fazem parte, com o todo.

Por isso, a criação da vanguardista linha Ekos, em 2000, determinou o uso da biodiversidade como plataforma de negócios e, em 2011, o Programa Amazônia reforçou esse compromisso com iniciativas como o Núcleo de Inovação Natura Amazônia (Nina), criado para estimular uma rede de pesquisa e inovação local; e o complexo industrial Ecoparque, inaugurado em 2014, no Pará, idealizado para gerar valor socioeconômico na região. O entendimento de que é necessário conhecer para conservar tem sido nossa prática desde que escolhemos a biodiversidade como plataforma tecnológica. É com a evolução da fronteira da ciência que caminham as possibilidades de inovação. E é a partir da ampliação do conhecimento da nossa flora que poderemos promover seu uso e caminhar ao encontro de um modelo de desenvolvimento mais sustentável.

Esses heroicos expedicionários que incursionaram entre 2011 e 2014 pela Serra da Mocidade, Serra do Aracá, Pico da Neblina, Monte Caburaí e Serra Grande, montanhas amazônicas praticamente inexploradas até então, nos lembram da importância de conservar a rica variedade biológica do nosso país.

É por isso que temos orgulho em apresentar este livro, cuja proposta audaciosa e transformadora já traz um resultado surpreendente: mais de quatro mil espécimes foram coletadas para pesquisa, muitas delas ainda em processo de identificação e catalogação.

Inventariar essa coleção viva, proveniente de áreas de alta diversidade biológica, abrirá caminho para a descoberta de espécies raras, endêmicas e novas, e ampliará nosso conhecimento do território brasileiro e de seus promissores ativos naturais, ao mesmo tempo em que complementará o fascinante acervo biogenético da humanidade.

Gerson Pinto

Vice-presidente de Inovação - Natura


Mountains are believed by the Ianomami Indians to be the home of the spirits. For Marcus A. Nadruz Coelho, Denise Pinheiro da Costa, Gustavo Martinelli, Miguel Avila Moraes and Rafaela Campostrini Forzza, the five biologists from the Rio de Janeiro Botanical Garden responsible for the research recorded in this book, they represent a profusion of species that occur, transmute, reproduce, disappear and continually transform the Amazonian flora.

In an objective and richly illustrated form, this book unites new and old species of mountain vegetation that are collected and studied with a methodic and scientific approach, and at the same time with a reverence for the specimens, for many of which the genus is as yet unknown. For this reason this work is of great relevance in exploring the rare species of the biome of the largest tropical forest on the planet.

For scientists and for industry, these towering mountains, whose biological wealth is as yet little explored, can symbolize the future of humanity, a range of possibilities and discoveries with the potential to generate ingredients for both food and pharmaceuticals. Apart from the scientific or common names of local phylogeny, the plants collected among the mountains of the extreme north of Amazonia impress with their rich and exotic imagery, captured in Ricardo Azoury’s wonderful photography.

On supporting this project, Natura, which since its foundation almost 50 years ago has upheld the value of sustainability, reinforces its worldwide image—to be a brand identified with the community of people committed to building a better world—through better relations with itself, with others, with nature, of which they are part, with everything.

For this reason, the creation of the vanguard product line Ekos, in 2000, settled on the use of biodiversity as a business platform, and in 2011, the Amazonia Program reinforced this commitment with initiatives such as the Natura Amazonia Innovation Nucleus (Nina), created to stimulate a local network of research and innovation, and the Ecoparque industrial complex, inaugurated in 2014 in Pará, created to generate socioeconomic value in the region. The understanding that it is necessary to know in order to conserve has been our theme since we chose biodiversity as technological platform. The evolution of scientific frontiers makes innovation possible, and it is by expanding knowledge of our flora that we can promote its use and move towards a more sustainable model of development.

These heroic explorers, who between 2011 and 2014 climbed into the Amazonian mountains of the Serra da Mocidade, Serra do Aracá, Pico da Neblina, Monte Caburaí and Serra Grande, hitherto practically unexplored, remind us of the importance of preserving the rich biological diversity of our country.

For this reason we are proud to present this book, whose audacious and transformational proposition has already brought surprising results: more than four thousand plants were collected for research, many still in the process of identification and cataloging.

To inventory this collection of plant life from areas of high biological diversity, will open the way for discovery of rare, endemic and new species, increasing our knowledge of Brazilian territory and its promising natural assets, at the same time supplementing humanity’s fascinating biogenetic pool.

Gerson Pinto

Natura - Innovation Vice-president


Ano de Publicação: 2015

A gestão democrática no contexto das políticas para a escola pública no Brasil: dificuldades e possibilidades - TCC de Graduação em Pedagogia no UNINTER

RESUMO

Este artigo aborda a participação da comunidade escolar na gestão da escola pública no Brasil, analisando a influência das políticas públicas para educação derivadas da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, em Jomtiem, na Tailândia, em 1990 e das políticas voltadas à democratização do poder público na gestão escolar. Com base em pesquisa bibliográfica, argumenta que, apesar da reconhecida importância da participação da comunidade escolar na gestão, as políticas públicas para educação adotadas imprimem um controle externo que fere a autonomia das escolas e promovem um empobrecimento do currículo e da formação dos estudantes e professores das escolas públicas, recriando a dualidade do ensino (escola básica para os pobres e do conhecimento para os ricos) e dificultando o pleno exercício da cidadania, tanto na construção e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico, como fora da escola. Em contraponto, apresenta autores que apontam a gestão democrática como fator central para superar o controle externo e ampliar a autonomia e participação, enriquecendo a formação dos estudantes e o envolvimento da comunidade escolar, proporcionando a formação de cidadãos aptos a atuar na transformação social.

Palavras-chave

Gestão escolar democrática. Participação. Políticas para a escola pública. Educação emancipatória.

Ano de Publicação: 2018

MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA _ 3a edição, revista, atualizada e ampliada

Prefácio

É com grande entusiasmo que recebo a incumbência de prefaciar a terceira edição do Manual de Redação da Presidência da República, vinte e sete anos após presidir a Comissão encarregada da primeira edição dessa obra. A Comissão era composta por profissionais exemplares e empenhados no sucesso da tarefa assumida, a quem agradeço nominalmente: Nestor José Forster Júnior, Carlos Eduardo Cruz de Souza Lemos, Heitor Duprat de Brito Pereira, Tarcisio Carlos de Almeida Cunha, João Bosco Martinato, Rui Ribeiro de Araújo, Luís Fernando Panelli César e Roberto Furian Ardenghy.

Instaurada, na primeira oportunidade, pelo Decreto no 100.000, de 11 de janeiro de 1991, a iniciativa possuía o condão de rever, atualizar, uniformizar e simplificar as normas de redação de atos e comunicações oficiais. Foram nove meses de trabalho e dedicação, que resultaram em um texto conciso e didático.

O Manual conferiu maior segurança no seio da administração pública, uma vez que se trata de ferramenta teórico-referencial, que permite maior clareza e padronização tanto na produção dos atos de comunicação oficial quanto em seu cumprimento. Garante-se, nesse contexto, maior acessibilidade e assertividade aos atos administrativos.

Inspirado pelo êxito do Manual¸ o próprio Congresso Nacional editou lei complementar que dispunha sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação de leis, bem como sobre normas para a consolidação de determinados atos normativos – a Lei Complementar no 95, de 1998. Posteriormente, o diploma passou por reforma concretizada pela Lei Complementar no 107, de 2001, que visou à modernização do texto.

Outrossim, no interregno entre a publicação da versão original do Manual e o presente momento, essa obra já passou por uma primeira revisão. A segunda edição do Manual de Redação da Presidência da República manteve a divisão do documento em duas partes: a primeira voltada a comunicações oficiais, a sistematização de seus aspectos essenciais, a padronização de expedientes e a simplificação de fechos; enquanto a segunda versava a respeito dos atos normativos do Poder Executivo e sua conceituação.

A primeira revisão ocorreu em 2002, motivada pelas alterações tecnológicas e legislativas da época. Por motivos semelhantes, passados dezesseis anos, verificou-se a necessidade de revisitar os termos postos no Manual, a fim de manter sua pertinência com as práticas e disposições atuais.

Muitas mudanças ocorreram. O Brasil inseriu-se na era da revolução digital, razão pela qual o uso da inteligência artificial e a automatização de processos alcançaram níveis surpreendentes. Os veículos de comunicação social foram alguns dos principais afetados por esse fenômeno, o que, definitivamente, impacta os meios e atos de comunicação oficial.

As alterações de ordem legislativa também foram substanciosas. A partir de 2003, foram publicadas sessenta emendas constitucionais, sobre os mais diversos assuntos.

Além disso, os órgãos de controle passaram a atuar de forma cada vez mais energética, visando ao fiel cumprimento da lei e fiscalizando os atos executivos. Práticas anteriormente usuais já não são mais aceitas.

Nessa conjuntura, a partir de modificações fáticas e legislativas, bem como de maior fiscalização estatal, instaurou-se um novo método de se fazer administração pública no Brasil. Pretende-se, pois, que a terceira edição do Manual de Redação da Presidência República possa refletir as evoluções ocorridas nas últimas duas décadas, repetindo o legado de êxito deixado pelas edições anteriores na construção de uma cultura administrativa profissional e obediente às normas da Constituição da República.

Gilmar Ferreira Mendes


1. Redação oficial. 2. Língua portuguesa. 3. Técnica legislativa.

I. Mendes, Gilmar Ferreira. II. Forster Júnior, Nestor José. III. Título.

Ano de Publicação: 2018

ICMBio em foco - Edição 466 - 04.05.2018

ICMBio em foco - Edição 466 - Ano 11 - 05 de maio de 2018. ICMBio celebra semana dedicada aos psitacídeos brasileiros. Comunidades tradicionais são incentivadas a participar do PAA. Evento comemora 20 anos do Parque Nacional do Viruá. Resex do Delta do Parnaíba incentiva turismo de base comunitária.


Ano de Publicação: 2018

Projeto Político Pedagógico de Educação Ambiental do Parque Nacional do Pau Brasil e seu território

O PPPEA é uma realização conjunta do Parque Nacional do Pau Brasil, Coordenação-Geral de Gestão Socioambiental (CGSAM) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Projeto Assentamentos Agroecológicos (PAA) do Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (NACE-PTECA) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP)


O Projeto Político-Pedagógico de Educação Ambiental do Parque Nacional do Pau Brasil e seu território foi construído no período de outubro de 2016 a abril de 2018, envolvendo cerca de 500 pessoas por meio de um conjunto de técnicas, estratégias e ferramentas metodológicas, dentro de princípios democráticos, participativos, pluralistas, críticos, emancipatórios e solidários da educação ambiental e agroecologia.


Ano de Publicação: 2018

ICMBio em foco nº 464 - 20.04.2018

ICMBio em foco

Edição 464 - Ano 11 - 20 de abril de 2018

Tamar comemora 35 milhões de tartarugas marinhas salvas.

Portaria regulamenta uso do uniforme do ICMBio.

CMA participa da maior soltura de peixes-boi-amazônicos.

Parna Nascentes do Lago Jari finaliza plano de manejo

Ano de Publicação: 2018