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Anexos - Plano de Ação Nacional - PAN - para a conservação da flora ameaçada de extinção da Serra do Espinhaço Meridional. CNCFlora

Sumário 

1.Espécies criticamente em perigo (cr)  

1. Família Apocynaceae 9 

2. Família Aquifoliaceae 25 

3. Família Arecaceae 28 

4. Família Asteraceae 31 

5. Família Bromeliaceae 49 

6. Família Eriocaulaceae 62 

7. Família Fabaceae 71

 8. Família Iridaceae 75 

9. Família Lamiaceae 84 

10. Família Loganiaceae 87 

11. Família Lythraceae 89 

12. Família Malpighiaceae 91 

13. Família Melastomataceae 96 

14. Família Orchidaceae 100 

15. Família Orobanchaceae 108 

16. Família Oxalidaceae 111 

17. Família Velloziaceae 114 

18. Família Xyridaceae 121 


2. Espécies com Dados insuficientes (DD ) 137 

1. Família Asteraceae 137 

2. Família Eriocaulaceae 140 

3. Família Fabaceae 147 

4. Família Malvaceae 153 

5. Família Melastomataceae 155 


3. Referências

Ano de Publicação: 2015

Plano de Ação Nacional - PAN - para a conservação da flora ameaçada de extinção da Serra do Espinhaço Meridional. CNCFlora

O Plano de Ação Nacional para a conservação da flora ameaçada de extinção da Serra do Espinhaço Meridional contém uma série de ações elaboradas para mitigar as ameaças que incidem neste território do estado de Minas Gerais. Na Serra do Espinhaço Meridional ocorrem 256 espécies da flora ameaçada. Nesta publicação há informações sobre aspectos ambientais, socioeconômicos e histórico-culturais desse território alvo, bem como informações complementares sobre cada espécie Criticamente em perigo e com Dados insuficientes, disponíveis no Anexo.

Ano de Publicação: 2015

Jardim Botânico 1808 2008 -

Um passeio pelo Jardim Botânico pode ser muitos. A pessoa consigo mesma, abrigada das arestas e tensões do cotidiano; com amigos, com a família, sob o afeto das árvores. Pode ser uma caminhada para acordar o corpo sedentário, ver e ouvir crianças e passarinhos, nutrir-se da força majestosa da mata. Pode ser um tempo para emocionar-se, refletir, fora do ritmo e formalidades do meio urbano e das convenções profissionais e sociais. Para aprender, descobrir, observar, mostrar, embevecer-se, deixar-se envolver por um museu vivo, ser seu elo contemporâneo. Para sentir-se parte de uma história de 200 anos que diz tanto sobre o Brasil. Não é só refúgio, contemplação, cultura e conhecimento a dádiva do Jardim Botânico. Ele é um lugar, principalmente, de procurar respostas para nossos dilemas de hoje, por meio do despertar da sensibilidade para valores humanos, espirituais e ambientais e para prazeres e sensações profundos, não-consumistas e não-imediatistas. Nem sempre no nível do consciente ou das palavras, os sentidos captam uma educação sutil que fica plantada na alma como um jequitibá frondoso, cuja sombra e frutos aparecem, ao longo da vida, nas escolhas, no sentido do olhar, nas emoções individuais e coletivas, nas prioridades, na generosidade, no respeito às diferenças, na solidariedade, na negação da truculência, do egoísmo e do valetudo como leis de sobrevivência na sociedade. Este é também um jardim de mentes e, talvez, ao incluírem o Jardim Botânico entre suas 7 maravilhas, os cariocas estivessem de certa forma expressando a compreensão de que ele é um forte símbolo de algo que não querem destruir dentro de si mesmos, apesar das pressões, do medo, dos conflitos. Os 200 anos desse multi-jardim são inclusivos e plenos de diversidade biológica e humana. Creio que não devemos vê-los de maneira estanque, embora a linha temporal seja importante para entendermos sua progressiva adaptação aos desafios das diferentes épocas, sua construção institucional e social. Criado por d. João em 1808, como Jardim da Aclimação, para preservar as especiarias vindas das Índias Orientais, o foi também, ao lado dessa função utilitária, porque o então príncipe regente extasiou-se diante da natureza e quis protegê-la. Já estava aí presente o tema basilar recorrente da vida brasileira: como nos desenvolvermos sem destruir algo que é central em nossa identidade, ou seja, a privilegiada natureza presente no território onde nos constituímos como nação? Em nossos dias, com maior complexidade social, cultural e política, temos que lidar com esse imperativo de maturidade nacional, o ponto de inflexão que nos levará (ou não) ao crescimento com a qualidade ambiental que está posta como inalienável desde que, ao sabor da geopolítica de cinco séculos atrás, aqui começou uma história que herdamos e da qual somos os atuais construtores. O Jardim Botânico é um microcosmo das potencialidades virtuosas dessa história, um sinalizador de que um futuro melhor depende da integração entre desenvolvimento humano, espiritual, social e econômico, o que supõe bases culturais, educacionais, estrutura científica e tecnológica e uso inteligente dos recursos naturais. Desde sua criação, o maior objetivo do Jardim Botânico – uma autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente – é a pesquisa para a conservação da biodiversidade e preservação do meio ambiente. Hoje, com acervo de valor incalculável, desenvolve ações de natureza científica, educacional, ambiental, cultural e social. Tombado como Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, definido pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, passou por grandes transformações no decorrer de dois séculos e afirmou-se como referência nacional e internacional em jardins botânicos. As diferentes administrações do passado, em conjunto com a participação consciente e ativa da sociedade civil do Rio de Janeiro, entregaram a esta gestão um acúmulo de realizações, de formas de interagir com a cidade. Nós estamos, portanto, agregando nossa contribuição por meio de uma política destinada a aprofundar essa interação e a expandir as atividades do Jardim Botânico de forma integrada e multidimensional. Programas e projetos de pesquisas científicas na Mata Atlântica, Zona Costeira, Conservação e Taxonomia integram a área científica. O projeto de informatização do Herbário tornou disponível na Internet seu acervo. A área de ensino consolidou-se na Escola Nacional de Botânica Tropical, instalada no Solar da Imperatriz, com a introdução dos cursos de mestrado e doutorado em Botânica Tropical, além dos cursos de extensão em gestão ambiental. Outro destaque é o acervo da Biblioteca Barbosa Rodrigues, uma das mais completas do País na área de Botânica. A pesquisa está presente ainda no Programa de Apoio Institucional de Desenvolvimento dos Jardins Botânicos Brasileiros e no Banco de DNA de Espécies da Flora Brasileira. Ainda em 2008, será implantado o Centro de Conservação da Flora, para ser referência nacional de dados sobre a flora brasileira, além de subsidiar o Ministério do Meio Ambiente na elaboração da Política Nacional de Biodiversidade e de acesso a recursos genéticos. Os visitantes ganharão, também, o Museu do Meio Ambiente. Interativo e sensorial, mostrará o meio ambiente como um processo dinâmico e retratará a relação do homem com a natureza. Na área social, são promovidos cursos de jardinagem e inclusão social para jovens oriundos de comunidades populares. Eles têm nas aléias, canteiros, recantos naturais e no Caminho da Mata Atlântica, uma fonte inesgotável de trabalho e aprendizado. E, nos últimos anos, o Jardim Botânico passou a desenvolver também atividades na área cultural com a inauguração do Espaço Tom Jobim – Cultura e Meio Ambiente. Como se vê, uma trajetória tão rica e tão cheia de possibilidades merece uma grande comemoração, ela mesma planejada de forma a refletir os valores que se deseja que o Jardim Botânico expresse. Para isso foi instalado, em setembro de 2007, o Conselho dos 200 anos do Jardim Botânico, grupo formado por autoridades, cientistas, empresários e artistas. Da junção de visões e abordagens, surgiu a programação agora aberta ao Rio de Janeiro, ao Brasil e a quem mais queira compartilhar esse momento que é memória, futuro, ação e encantamento. O mesmo encantamento que Einstein manifestou ao andar por essas trilhas em 1925 e que esperamos possa continuar a iluminar e inspirar os sonhos e vidas de crianças e adultos que por aqui passam. 

Senadora Marina Silva -  Ministra do Meio Ambiente - jan 2003 / maio 2008

Ano de Publicação: 2008

Roteiro: Diversidade e Evolução - Projeto TECENDO REDES POR UM PLANETA TERRA SAUDÁVEL

O tema Evolução e Diversidade foi escolhido para a SNCT para comemorar os 150 anos da Teoria da Evolução, proposta por Charles Darwin. O tema deste ano assume os vínculos indissociáveis da evolução da vida com a diversidade, entendida em suas múltiplas abordagens: biológica, ambiental, étnica e cultural. O projeto “Tecendo Redes por um Planeta Terra Saudável” nascido da parceria entre Instituições de Pesquisa e escolas da rede pública, busca refletir sobre as questões gerais da SNCT a partir da realidade local visando à transformação dessa realidade através de uma rede colaborativa. As perguntas que nos guiaram com essa temática foram: Como a reflexão sobre a realidade (local e global) contribui para problematizar a discussão sobre o tema “Evolução e diversidade”? Como este tema pode ajudar a construir conhecimentos e direcionar ações que possam contribuir para a transformação da nossa realidade local e global? Foi um desafio para os participantes do projeto, trabalharmos com conceitos difíceis de serem problematizados com os estudantes, principalmente das séries iniciais, e com grande risco de ser utilizado de forma incorreta e superficial, como o da evolução. Isso por outro lado estreitou os elos da rede ao nos fazer procurar coletivamente, através do estudo e do debate, o modo mais indicado de abordar aqueles conceitos e suas co-relações. 9 10Diversidade Evolução 11 Seguindo a metodologia delineada no projeto, um diagnóstico foi feito junto aos estudantes das escolas participantes perguntando o que eles entendiam por evolução, por diversidade, onde percebiam a diversidade e o que achavam necessário fazer para mantê-la. Os dados nos mostraram que se havia muita confusão quanto ao entendimento dos conceitos, por outro lado os estudantes entendiam o valor da vida e se mostravam dispostos a defendê-la, reivindicando a igualdade no direito à vida e respeito às diferenças. A equipe do Núcleo de Educação Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro formulou junto aos professores das escolas do entorno este “Roteiro da Evolução e Diversidade” no arboreto a fim de alimentar essa reflexão para as visitas realizadas pelas escolas participantes durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2008. As questões nele apresentadas, representadas nos oito pontos do roteiro, buscam esclarecer os conceitos e as possibilidades que nos permitem entender nosso lugar e nosso tempo a partir de um cenário que começa num jardim, mas que devem caminhar por dentro das escolas. Este Caderno é parte do registro dessa atividade e não temos ilusão que encerram dúvidas e esgotam o debate, pretendemos que ele nos sirva como estímulo a continuar inquirindo, pesquisando, tentando responder nossos estudantes e junto a eles formular outras perguntas. Participantes do Projeto Tecendo Redes Por Um Planeta Terra Saudável: SME, Fundação Oswaldo Cruz, Museu de Astronomia e Ciências Afins, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 1ª CRE, 2ª CRE, 4ª CRE, Colégio Pedro II. Escolas Participantes da 2ª CRE, E.M. Camilo Castelo Branco, E.M. Capistrano de Abreu, E.M. Julio de Castilhos, E.M. Luiz Delfino, E.M. Manoel Cícero, E.M.Oscar Tenório e E.M. Julia Kubtschek.

Ano de Publicação: 2009

Manual Técnico para a Restauração de Áreas Degradadas no Estado do Rio de Janeiro

Introdução 

Entre os ecossistemas mais ameaçados em todo o mundo destacam-se as florestas que revestem as serras e as planícies ao longo da costa atlântica brasileira. Esses ecossistemas fazem parte da Mata Atlântica, cuja cobertura remanescente restringe-se hoje a cerca de 7% de sua área original. A Mata Atlântica sofre ações predatórias desde os tempos do descobrimento (Guedes-Bruni, 1998), passando por ciclos que incluíram a exploração do pau-brasil e o cultivo da cana-de-açúcar. Outros motivos, como a necessidade de sobrevivência e habitação, foram posteriormente substituídos pela ampliação das fronteiras agropecuárias, expansão das áreas urbanas e pelo corrosivo crescimento industrial. A dificuldade de reproduzir a complexidade da floresta atlântica na recomposição de ambientes degradados levou os pesquisadores a procurar entender melhor a dinâmica da floresta tropical, em especial a maneira pela qual se dá o processo de regeneração natural. Como resultados dessas pesquisas, várias iniciativas de restauração da Floresta Atlântica foram implantadas ao longo dos últimos 30 anos (Rodrigues et al, 2009). Em 1993, o Programa Mata Atlântica, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, iniciou estudos na Reserva Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim/RJ, Unidade de Conservação do ICMBio, com o objetivo de reunir subsídios para a restauração das áreas degradadas da Reserva. Além de incluir uma lista de espécies com ocorrência registrada para várias regiões do Estado do Rio de Janeiro e que podem ser utilizadas em plantios, este Manual pode contribuir para a seleção de estratégias e técnicas de restauração mais adequadas para cada situação. Cabe aos interessados e técnicos utilizar as informações fornecidas e selecionar as espécies mais importantes de cada grupo ecológico. Assim, este Manual baseia-se na experiência do Programa Mata Atlântica em Poço das Antas, tendo por objetivo fornecer indicações práticas para viabilizar a restauração de áreas que perderam a sua cobertura florestal original. No entanto, o conhecimento vindo da experiência de cada um não deve ser desprezado. Acima de tudo temos sempre que conhecer para conservar. Em um momento em que o Estado do Rio de Janeiro assume a obrigação de restaurar milhares de hectares de Floresta Atlântica, e em que a legislação ambiental brasileira busca incentivar a restauração de nossas áreas degradadas, acreditamos que este manual traz uma valiosa contribuição.

Recuperação ambiental. 2. Áreas degradadas. 3. Mata Atlântica

Ano de Publicação: 2013

Livro vermelho da flora do Brasil - 2013

O livro vermelho da flora do Brasil – enfrentando um desafio global e nacional The Red Book of Brazilian Flora – Meeting a Global and National Challenge. 

 John Donaldson;

 Listas vermelhas são uma ferramenta essencial para a conservação. Fornecem informações-chave sobre o estado de espécies ameaçadas, permitindo que setores do governo, a iniciativa privada e a sociedade priorizem ações em prol da conservação, e levem a efeito planos de desenvolvimento capazes de minimizar os impactos sobre espécies ameaçadas de extinção. Isso é particularmente importante nas partes do mundo que abrigam níveis excepcionais de biodiversidade, como o Brasil, cuja flora é estimada em 41.000 espécies. Apesar dos claros benefícios das listas vermelhas, a elaboração de listas de plantas tem se revelado um desafio de grandes proporções. Até 2012, apenas 14.500 espécies haviam sido incluídas na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature – IUCN), o que significa que as iniciativas relacionadas à flora têm ficado aquém das similares referentes à fauna. Em 2010, os países que participaram da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas admitiram a necessidade de concentrar o foco na flora. Como resultado, aprovaram a Estratégia Global para Conservação de Plantas 2011-2012 (Global Strategy for Plant Conservation, GSPC, na sigla em inglês) atualizada, por meio da qual todos os governos se comprometeram a avaliar todas as espécies da flora conhecidas até 2020. Era uma meta desafiadora, que muitos acreditaram ser inatingível, sobretudo no caso dos países com níveis muito altos de diversidade da flora. Contudo, a África do Sul, por exemplo, conseguiu avaliar sua flora por inteiro, o Equador estimou as espécies endêmicas, e o Brasil deu um passo significativo no sentido de preparar a lista vermelha de uma das maiores floras em um único país. Isso demonstra que é possível atingir as metas da GSPC, se houver pessoas comprometidas com o objetivo e recursos adequados. Há diversos aspectos notáveis no Livro vermelho da flora do Brasil, com implicações nos esforços de conservação tanto no âmbito nacional quanto internacional. Em primeiro lugar, o CNCFlora optou por adotar o sistema da Lista Vermelha da IUCN para a classificação das espécies ameaçadas. Esse sistema utiliza dados e padrões de avaliação rigorosos, o que, se por um lado gera demandas adicionais para a equipe avaliadora, por outro, significa que a informação sobre a flora brasileira pode ser comparada à de outras regiões do mundo e incluída em análises globais de espécies ameaçadas. Em segundo, a equipe do CNCFlora desenvolveu sistemas de informação e capacitação de pessoal, imprimindo liderança e ímpeto às atividades em andamento para a elaboração do Livro vermelho e às ações de conservação. A riqueza da flora, distribuída em muitas áreas geográficas, torna quase impossível programar grupos de trabalho em que todos os especialistas relevantes possam se reunir para compartilhar dados. A estratégia adotada para a elaboração do Livro Vermelho da Flora do Brasil foi desenvolver um portal online para a inserção e validação de dados, permitindo que uma rede de especialistas botânicos compartilhasse informações e participasse da avaliação sem a necessidade de estarem todos juntos, no mesmo local. Essa inovação produziu uma ferramenta que outros países podem emular para completar suas listas. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro e CNCFlora devem ser parabenizados pela finalização desta lista inicial, bem como encorajados a prosseguir com o excelente trabalho nas avaliações de risco da flora do Brasil para inclusão na lista vermelha. Com a dinâmica inicial já traçada, a habilidade desenvolvida pelos jovens cientistas e os sistemas de informações disponíveis é possível seguir adiante e elaborar uma lista vermelha completa para a flora. Feito isso, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o CNCFlora poderão liderar o caminho ao demostrar a viabilidade das listas vermelhas da flora mundial, conforme vislumbrado na Estratégia Global para a Conservação de Plantas. Red lists are an essential tool for conservation. They provide key information on the current threatened status of species that can enable all sectors of government, business and society to prioritise actions for conservation and undertake development planning that can minimise impacts on species that are threatened with extinction. This is particularly important in those parts of the world with exceptionally high levels of plant and animal diversity, such as Brazil with an estimated 41,000 species of plants. 10 | Livro vermelho da flora do Brasil Despite the clear benefits of red lists, the development of lists for plants has proved to be a major challenge. By 2012, only 14500 plants had been included in the IUCN Red List, which means that red lists for plants have lagged behind similar initiatives for animals. In 2010, the countries participating in the Conference of the Parties to the UN Convention on Biological Diversity recognised the need to focus attention on plants. As a result, they approved the updated Global Strategy for Plant Conservation 2011- 2020 in which all governments undertook to provide conservation assessments for all the known plant species by 2020. This is going to be a challenging target and many people believed that it was an impossible target, especially for countries with exceptional levels of plant diversity. Countries such as South Africa have managed to assess the entire flora and Ecuador has assessed the endemic species and Brazil has now taken a significant step towards red listing one of the largest floras in a single country. This is showing that it is possible achieve the GSPC target given committed people and adequate resources. There are several impressive features about the Red Book of the Brazilian Flora that have implications for conservation efforts in Brazil and globally. First, CNCFlora chose to use the IUCN red list system for classifying threatened species. This system has rigorous data and assessment standards, which makes more demands on the assessment team, but it means that the information on Brazilian plants can be compared to other regions of the world and be included in global analyses of threatened plants. Secondly, the CNCFlora team have developed information systems and human capacity that can provide leadership and impetus for ongoing red list activities and plant conservation actions. The large number of plant species, covering many geographic areas, means that it is almost impossible to hold workshops where all the relevant experts can get together to share information. The approach adopted for the Red Book of the Brazilian Flora was to develop an online portal for data entry and validation that enables a network of plant experts to share information and collaborate in the assessments without all sitting in one room. This innovation provides a tool that other countries can emulate to complete their plant red lists. The Rio de Janeiro Botanic Garden and CNCFlora need to be congratulated on the completion of this initial list and they are encouraged to continue with their excellent work on plant Red Lists. With the momentum that has been built up, the skills acquired by young scientists, and the information systems in place, it is possible to move ahead and produce a complete red list for the entire flora. In doing so, they can lead the way in showing that it is possible to provide red lists for the world’s flora as envisaged in the Global Strategy for Plant conservation.

Ano de Publicação: 2013

CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA, SEDIMENTOLÓGICA E ASPECTOS AMBIENTAIS DO LITORAL DE GOIANA - PERNAMBUCO - Dissertação de Mestrado na UFPE

Ano de Publicação: 2008

Ecologia alimentar e os hábitats utilizados por cada fase ontogenética das espécies pertencentes à família Gerreidae (Actinopterigii - Perciformes) no estuário do Rio Goiana (PE/PB) - Dissertação de Mestrado na UFPE

5. Conclusão

A composição da dieta (número, peso e riqueza de presas) diferiu entre as fases ontogenéticas das espécies E. brasilianus, E. melanopterus e D. rhombeus do estuário do Rio Goiana, mudando o tipo e/ou a proporção de presas ingeridas, à medida que os indivíduos passam da fase juvenil para a adulta. Além disso, as três espécies demonstraram um hábito alimentar zoobentívoro (Alimentando-se de presas associadas ao fundo). D. rhombeus demonstrou ser a espécie de hábito alimentar mais especialista, enquanto que E. brasilianus e E. melanopterus foram mais generalistas.

As taxas de crescimento acelerado das variáveis morfométricas largura e abertura da boca, e comprimento do focinho, durante a fase juvenil, demonstram que neste momento esses indivíduos direcionam seus recursos energéticos para o melhor desenvolvimento dessas estruturas e assim ter maior eficiência alimentar.

O consumo de mesmos tipos de presas e a ocorrência de fases ontogenéticas em mesmos habitats indica possível competição por recursos no estuário. Para confirmar esta competição, assim como compreender a utilização destes diferentes habitats, serão necessários estudos visando determinar como essas espécies se distribuem ao longo do estuário e do tempo, assim como estudos de quantificação a disponibilidade dos itens alimentares em cada habitat.

A ocorrência e a quantidade (número e peso) de fios de nylon encontrados nos estômagos refletiu o grau de disponibilidade deste poluente neste ecossistema. Além disso, essas espécies demonstraram ser importantes bioindicadores para futuros estudos de detritos derivados de artefatos de pesca.

A importância ecológica e econômica (pesca de subsistência e artesanal) da família Gerreidae para o estuário do Rio Goiana é bastante evidente. Além disso, a ocorrências de todas as fases ontogenéticas nos diferentes habitats ao longo deste estuário, demonstra a grande importância dessas áreas para que essas espécies completem seus ciclo de vida. Reforçando a necessidade da preservação dos habitats estuarinos e sua conectividade como um todo. Contudo, o esclarecimento das necessidades ecológicas deste grupo garantirá a conservação do estuário e de sua pesca no futuro.

Ano de Publicação: 2011

USO SUSTENTÁVEL NO LITORAL NORTE DE PERNAMBUCO A RESEX ACAÚ-GOIANA COMO ESTRATÉGIA PARA O ORDENAMENTO DO USO RACIONAL DO LITORAL

3. Conclusão

Este trabalho aborda as questões relativas à sustentabilidade no Litoral Norte de Pernambuco considerando os elementos que determinam os desequilíbrios no meio costeiro e seus impactos provenientes das ações antrópicas e os resultantes do modelo de desenvolvimento econômico adotado no país. Nesse contexto, o estudo foi orientado para realizar uma reflexão sobre estratégias possíveis para o enfrentamento do desequilíbrio existente no meio costeiro a partir dos instrumentos de preservação. Dentre estes instrumentos, destaca-se a Resex. Embora muito recente e em processo de implantação, a mesma já revela elementos importantes no que se refere à valorização da população local com perspectiva de fixação com qualidade de vida, e como elemento inibidor para a instalação de práticas extrativistas extensivas que gerem desequilíbrios aos recursos naturais existentes. Sua existência favorece sobretudo a ampliação do debate sobre a proteção sustentável na região, estimulando também o necessário diálogo com os demais instrumentos de proteção ao meio ambiente e de ordenamento do uso do solo, à exemplo da Lei do uso do solo e dos Planos Diretores. Fundamentalmente, configura-se em importante instrumento de luta para as populações tradicionais no sentido de ampliar as conquistas do uso público e principalmente para a sua implementação frente à correlação de forças existentes dos setores econômicos locais a exemplo do setor sucroalcooleiro e da carcinicultura. Diante desta problemática, é necessária uma maior integração entre as estratégias de implantação da Resex com outras políticas públicas que possam viabilizar o adequado desenvolvimento socioeconômico. Tal integração promoverá a permanência das populações tradicionais, fortalecendo suas práticas e cultura, que é um dos principais objetivos de criação desta modalidade de unidade de conservação.

Ano de Publicação: 2010

Ingestion of nylon threads by Gerreidae while using a tropical estuary as foraging grounds

ABSTRACT: T

he ingestion of plastic fragments by 3 species of Gerreidae (Eugerres brasilianus, Eucinostomus melanopterus and Diapterus rhombeus) in a tropical estuary in Northeast Brazil was assessed for 3 different size classes corresponding to juveniles, sub-adults and adults. In all, 425 individuals were analysed. The gut contents of 13.4% of these individuals contained plastic debris. The only type of debris found was blue nylon fragments originating from ropes used in fishing. Artisanal fishing is the main local activity and was considered to represent the principal source of this marine debris. Significant differences in the number and weight of nylon fragments ingested were found between species and size classes. Moreover, a decrease in the weight of the gut contents was observed in the individuals that had ingested nylon fragments. In addition to the hypothesis that Gerreidae mistakenly identify nylon fragments as prey items, we propose 3 further possible pathways: (1) from fragments that the fishes’ prey have already ingested; (2) through ingestion of fragments along with sediment that is sucked in during feeding; and (3) through ingestion of organisms that have aggregated on fragments.

KEY WORDS: Polyamide thread · Ontogenetic phase · Marine conservation · Plastic marine debris · Mojarra

Ano de Publicação: 2012