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Avaliação da precisão posicional de uma carta topográfica na escala 1:100.000 na área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães - MT

Com o avanço tecnológico na área de Geoinformação, surge a necessidade de adequação das produções cartográficas aos índices e padrões de qualidade atualmente exigidos por lei. Porém, grande parte do acervo cartográfico oficial que se tem hoje, largamente utilizado na produção de dados espaciais, não atende mais ao padrão de qualidade exigido para obtenção de um dado de confiança. A atualização desse acervo demanda grande esforço técnico e financeiro por parte do governo e por isso os projetos para atualização cartográfica são pontuais. No sentido de averiguar a qualidade dos dados espaciais contidos nas bases oficiais, com relação pelo menos a acurácia posicional e temática obtidos, é imperativo que seja feito verificação prévia da condição atual das informações e feições contidas nesses materiais por meio de um método simples acessível a qualquer usuário de SIG. Essa avaliação pode ser realizada a partir de pontos de coordenadas de campo coletadas com GPS de precisão conhecida. O método propõe a obtenção da diferença das latitudes (DY) e longitudes (DX) entre o ponto coletado em campo e o seu homólogo na carta topográfica. Os resultados dessas diferenças são representados por meio de elementos estatísticos de variância e desvio padrão, vinculados a testes de hipóteses t student e qui quadrado tabelados, e objetivam a tomada de decisão sobre a viabilidade ou não do uso de uma carta topográfica para construção de um projeto cartográfico novo de boa qualidade acuracional e temática. Como alternativa de complemento ou substituição dessas fontes de dados quando for o caso, é avaliada a viabilidade de uso de imagens de Sensoriamento Remoto como dado subsidiário como prevê o Decreto-Lei nº 243, de 28 de fevereiro de 1967. A pesquisa tem aplicação em área de Unidade de Conservação Federal.

Palavras Chave: geoinformação, acurácia, carta topográfica e testes.

Ano de Publicação: 2012

Diagnóstico socioambiental do entorno da estação ecológica de águas emendadas (DF)

O crescimento desordenado dos núcleos urbanos e o aumento das áreas destinadas à agropecuária têm provocado a redução e fragmentação dos ambientes naturais no Bioma Cerrado, com conseqüente pressão sobre as Unidades de Conservação da Natureza (UC) e as demais áreas protegidas. Este cenário não é diferente no Distrito Federal e em suas UC, onde destaca-se a Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE) com seu entorno antropizado, ainda sem Plano de Manejo (PM) e Zona de Amortecimento (ZA), que necessita de um programa de recuperação ambiental para restabelecer sua conexão com as demais áreas naturais. Neste sentido, esta tese objetivou desenvolver uma metodologia de elaboração de diagnóstico sócio-ambiental, pautada em técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto, visando compatibilizar a proteção de remanescentes de Cerrado com as atividades econômicas, tendo como estudo de caso a ESEC-AE. A partir dos resultados obtidos com a análise da evolução da cobertura e uso da terra entre os anos de 1984 e 2005, constatou-se que existe uma tendência de crescimento desordenado das áreas urbanas de Planaltina (DF) e Planaltina de Goiás (GO) em direção a esta Unidade. Este crescimento, aliado ao aumento das áreas destinadas à agropecuária, são os grandes responsáveis pela transformação de ambientes naturais em antrópicos na área de estudo, além de serem a causa do agravamento do processo de insularização desta UC. Constatou-se também que a transformação de ambientes naturais em antrópicos não respeita nem as APP. No intuito de minimizar a fragmentação ambiental na área de estudo, concomitantemente com o aumento da conexão entre áreas naturais, identificou-se áreas para a conservação, divididas em 3 níveis de prioridade, com vistas a direcionar a elaboração de políticas públicas conservacionistas. Posteriormente discutiu-se três delimitações para a ZA: 1) três km definidos pela Carta Consulta para a Elaboração de seu PM; 2) 10 km de raio definido pela Resolução CONAMA 13/1990 e; 3) limites das bacias hidrográficas que direta e indiretamente afetam ou são afetadas. Isto permitiu constatar que delimitar a ZA utilizando os limites de bacia hidrográfica, ajudará a conservar nascentes e corpos d’água a montante além das bacias de contribuição da ESEC-AE, uma vez que esta UC não considerou as bacias hidrográficas no ato de sua criação. Esta delimitação possibilitará também melhores alternativas para promover a conexão da Estação Ecológica com outras UC e áreas com vegetação natural. Por fim, simulou-se três cenários futuros que demonstraram a preocupação com o crescimento, e conseqüente conurbação, das áreas urbanas dos municípios de Planaltina e Planaltina de Goiás, e a possibilidade de transformação das áreas rurais em loteamentos irregulares com características urbanas, o que levará a ocupação de novas áreas com vegetação nativa. A análise realizada permitiu demonstrar o quadro de insularização preocupante desta UC, além de permitir apontar alternativas para reduzir tal processo e traçar estratégias que garantam sua sustentabilidade em longo prazo.

Palavras-chave: Evolução da Cobertura e Uso da Terra, Diagnóstico Sócio-Ambiental, Estação Ecológica de Águas Emendadas, Plano de Manejo, Zona de Amortecimento

Ano de Publicação: 2008

Análise das Imagens Dual Multitemporais do Cosmo-Skymed como Subsídio ao Mapeamento de Uso e Cobertura da Terra no Sul do Amazonas

A porção sul do estado do Amazonas está incluída em uma região denominada de Arco de Desmatamento, caracterizada como área de fronteira agropecuária e, portanto, sendo necessário seu constante monitoramento, que tem sido realizado por meio da utilização de sensores ópticos. Porém, a constante presença de nuvens prejudica a utilização de tais ferramentas. Dessa forma, o emprego das imagens de radar de abertura sintética (SAR) tem se mostrando adequado ao mapeamento, subsidiando as tarefas de controle e fiscalização de processos antrópicos na paisagem florestal. Nesse contexto, o presente trabalho tem em seu escopo a análise da capacidade dos dados multitemporais do COSMOSkyMed, nas polarizações HH-HV e VV-VH, no formato intensidade, isoladamente e agregados às informações texturais, em identificar classes de uso e cobertura da terra no município de Humaitá/AM. A metodologia desenvolvida compreendeu: o pré-processamento das imagens COSMO-SkyMed, as análises realizadas para utilização das quatro polarizações como um conjunto de dados quad-pol, sendo referenciadas neste trabalho como HH, VV e CROSS (média de HV e VH); a extração dos atributos texturais a partir da matriz de coocorrência (GLCM) e aqueles baseados em histograma; e a classificação dos grupos de imagens utilizando o classificador contextual Context. Para a validação dos resultados empregou-se a matriz de confusão e análise estatística dos valores do Kappa. As classificações, assim como a elaboração do mapa referência utilizado na etapa de validação, foram realizadas com subsídio dos pontos levantados em campo. O grupo formado pelas imagens intensidade nas três polarizações (HH+CROSS+VV), considerando 6 classes temáticas, apresentou o melhor desempenho, atingindo 65.67% de acurácia total e Kappa de 0.554. Porém, este resultado não apresenta diferença estatística significativa em relação àqueles alcançados pelos grupos de imagens formados pelos produtos dual, disponibilizados pelo COSMO-SkyMed, HH+CROSS (acurácia = 64.67% e Kappa = 0.553) e VV+CROSS ( acurácia = 61.67% e Kappa = 0.519), com 6 temas. Também foi possível observar que a inclusão da informação textural não indicou melhora significativa no desempenho temático, sendo estatisticamente similar àquele alcançado pelo grupo formado somente pelas imagens intensidade, ao utilizar o classificador contextual Context. Dessa forma, concluímos que a utilização das imagens dual provenientes de imageamento multitemporal, no modo StripMap, submodo Ping Pong, do COSMO-SkyMed apresenta uma classificação de uso e cobertura da terra com concordância moderada.

Ano de Publicação: 2013

Avaliação da efetividade da conservação da cobertura vegetal do que Nacional da Serra da Bocaina e municípios do entorno através de sensoriamento remoto

A Mata Atlântica é um bioma extremamente ameaçado por ações antrópicas. A sociedade brasileira possui legislação para protege-la e recuperá-la, dentre elas há o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. O Parque Nacional da Serra da Bocaina PNSB) é uma das unidades que compõe este sistema. O PNSB tem 104 mil hectares que abrange quase todas as fitosionomias deste bioma, além de porção marinha. Apesar do O Parque Nacional da Serra da Bocaina existir desde 1971, pouco se sabe sobre a sua efetividade na conservação da cobertura vegetal do PNSB e municípios de entorno através de sensoriamento remoto, classificando imagens, construindo o histórico da cobertura vegetal e propondo metodologia e indicadores de monitoramento. Imagens orbitais geradas por satélites Landsat dos anos de 1986,1994,2006 e 2015 foram classificadas por tipos de uso de terras analisadas. Os resultados demonstram que o Parque Nacional vem cumprindo o seu papel com melhoria na cobertura vegetal entre 1986 e 2015, alcançando 89,4% de seu território com este tipo de cobertura do solo. Eles também demonstram que tanto o Parque Nacional, quanto a Zona de Amortecimento e os municípios sobre influencia do PNSB apresentam crescimento das áreas com cobertura vegetal entre 1986 e 2015, indicando que esta melhora pode estar ocorrendo por fatores externos a gestão da unidade de conservação. Percentagem da superclasse “Vegetação e Naturalmente Sem Vegetação” e dos tipos de mudanças “positiva”, “negativa” e “neutra” foram identificadas como bons indicadores da cobertura vegetal da área estudada e metodologia de monitoramento, baseado na utilização deste dissertação, foi sugerida tanto para análises futuras do ONSB quanto para utilização em outras áreas.

Ano de Publicação: 2016