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Relações Humanas e Conflitos Interpessoais: Bem-estar no ambiente de trabalho no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. - Dissertação de Mestrado Profissional em Administação Pùblica pelo IDP

RESUMO

O trabalho é parte fundamental na vida de uma pessoa e grande parte do dia é dedicada a atividades laborais. Nessa direção, o objetivo principal desta pesquisa é identificar as causas de conflitos interpessoais no ambiente de trabalho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Para explicar o surgimento dos conflitos intragrupais, dois questionários foram aplicados, um para todos os servidores e colaboradores da organização e outro apenas para as chefias. O primeiro estudo utilizou três escalas já validadas em ambientes corporativos e contou com uma amostra de 523 servidores/colaboradores. O segundo estudo contou com a amostra de 97 chefes e utilizou questionário com perguntas elaboradas pela autora e baseadas em instrumentos já validados de autores da área de comportamento humano e conflitos. Para atender ao objetivo do estudo, utilizaram-se os procedimentos de correlação para justificar o comportamento linear e associações sugeridas pelos dados entre as variáveis e a regressão linear simples, a fim de verificar o poder preditivo das variáveis. A partir dos dados adquiridos, constatou-se que 56% da amostra de servidores/colaboradores e cerca de 70% da amostra das chefias afirmaram existir conflitos no ambiente de trabalho “às vezes”, “frequentemente” ou “sempre”. Os principais fatores que podem explicar a ocorrência desses conflitos são comprometimento e satisfação, condições de trabalho e relações socioprofissionais. Mais especificamente, o principal responsável pelos conflitos interpessoais é a relação socioprofissional, do qual 42% dão origem a Conflito de Relacionamento. Esse é explicado pela predominante situação crítica das relações socioprofissionais no contexto de trabalho e cerca de 30%, tornam-se Conflito de Tarefa, explicado pelas relações socioprofissionais, com destaque para a desequilibrada distribuição de tarefas, comunicação com ruídos entre os membros da equipe e a existência de individualismo e disputas profissionais. A maior parte dos conflitos presentes nas unidades organizacionais advém de conflito de tarefa. O estilo integrador de gestão de conflitos está fortemente presente entre as chefias, que responderam ao questionário. E 40% declararam apresentar inabilidade em atuar na gestão de conflitos e a capacitação foi a sugestão mais presente entre os respondentes para o enfrentamento desse problema. Palavras-chave: relações humanas interpessoais; comportamento organizacional; qualidade de vida no trabalho; bem-estar no trabalho; conflitos interpessoais.


ABSTRACT

Work is a fundamental part of a person's life and a large part of the day is dedicated to work activities. In this direction, the main objective of this research is to identify the causes of interpersonal conflicts in the work environment of the Chico Mendes Institute for Biodiversity Conservation – ICMBio. To explain the emergence of intragroup conflicts, two questionnaires were applied, one for all employees and employees of the organization and the other only for heads. The first study used three scales already validated in corporate environments and had a sample of 523 servers/employees. The second study had a sample of 97 heads and used a questionnaire with questions prepared by the author and based on instruments already validated by authors in the area of human behavior and conflicts. To meet the objective of the study, correlation procedures were used to justify the linear behavior and associations suggested by the data between the variables and simple linear regression, in order to verify the predictive power of the variables. From the data acquired, it was found that 56% of the sample of civil servants/employees and about 70% of the sample of managers stated that there were conflicts in the work environment “sometimes”, “often” or “always”. The main factors that can explain the occurrence of these conflicts are commitment and satisfaction, working conditions and socio-professional relationships. More specifically, the main responsible for interpersonal conflicts is the socio-professional relationship, of which 42% give rise to Relationship Conflict. This is explained by the predominant critical situation of socio-professional relationships in the work context and about 30% become Task Conflict, explained by socio-professional relationships, with emphasis on the unbalanced distribution of tasks, noisy communication between team members and the existence of individualism and professional disputes. Most of the conflicts present in organizational units arise from task conflicts. The integrative style of conflict management is strongly present among managers, who responded to the questionnaire. And 40% declared that they were unable to act in conflict management and training was the most present suggestion among respondents for dealing with this problem. Keywords: interpersonal human relationships; organizational behavior; quality of life at work; well-being at work; interpersonal conflicts

Ano de Publicação: 2021

E-book Navegando pelo AVA como Conteudista

Considerando a importância de sempre nos atualizarmos nos processos educacionais e nas tecnologias disponibilizadas para auxiliar os procedimentos de ensino-aprendizagem, é fundamental para as ações dos educandos, pontos focais, tutores, monitores, conteudistas e coordenadores dos nossos cursos institucionais. Como também, a estruturação mínima de uma rede institucional de servidores e prestadores de serviços, que possa estar focada e direcionada para esses temas é base para que exista continuidade e institucionalização desses procedimentos.  

Neste sentido criamos este e-books (livro em formato digital), material que faz parte de um esforço de sistematização que busca facilitar a navegação dentro da plataforma de aprendizagem do ICMBio (AVA/ICMBio). 



Ano de Publicação: 2021

E-book Navegando pelo AVA como Tutor

Considerando a importância de sempre nos atualizarmos nos processos educacionais e nas tecnologias disponibilizadas para auxiliar os procedimentos de ensino-aprendizagem, é fundamental para as ações dos educandos, pontos focais, tutores, monitores, conteudistas e coordenadores dos nossos cursos institucionais. Como também, a estruturação mínima de uma rede institucional de servidores e prestadores de serviços, que possa estar focada e direcionada para esses temas é base para que exista continuidade e institucionalização desses procedimentos.  

Neste sentido criamos este e-books (livro em formato digital), material que faz parte de um esforço de sistematização que busca facilitar a navegação dentro da plataforma de aprendizagem do ICMBio (AVA/ICMBio). 


Ano de Publicação: 2021

E-book Navegando pelo AVA

Considerando a importância de sempre nos atualizarmos nos processos educacionais e nas tecnologias disponibilizadas para auxiliar os procedimentos de ensino-aprendizagem, é fundamental para as ações dos educandos, pontos focais, tutores, monitores, conteudistas e coordenadores dos nossos cursos institucionais. Como também, a estruturação mínima de uma rede institucional de servidores e prestadores de serviços, que possa estar focada e direcionada para esses temas é base para que exista continuidade e institucionalização desses procedimentos.  

Neste sentido criamos este e-books (livro em formato digital), material que faz parte de um esforço de sistematização que busca facilitar a navegação dentro da plataforma de aprendizagem do ICMBio (AVA/ICMBio). 



Ano de Publicação: 2021

E-book AVA e Teams no ICMBio

Considerando a importância de sempre nos atualizarmos nos processos educacionais e nas tecnologias disponibilizadas para auxiliar os procedimentos de ensino-aprendizagem, é fundamental para as ações dos educandos, pontos focais, tutores, monitores, conteudistas e coordenadores dos nossos cursos institucionais. Como também, a estruturação mínima de uma rede institucional de servidores e prestadores de serviços, que possa estar focada e direcionada para esses temas é base para que exista continuidade e institucionalização desses procedimentos.  

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Ano de Publicação: 2021

Biodiversidade e mudanças climáticas: contexto evolutivo, histórico e político

A região Neotropical teve uma evolução singular ao longo de sua formação. Praticamente, do Cretáceo ao final do Terciário, a região ficou completamente isolada por dezenas de milhões de anos, sendo substancialmente transformada com a elevação dos Andes, que se iniciou a cerca de 23 milhões de anos. A elevação dos Andes teve também como conseqüência uma mudança no padrão de deposição de sedimentos marinhos na interface entre os oceanos Atlântico e Pacífico, que resultou na formação da América Central a cerca de 3 milhões de anos. Com o estabelecimento de uma conexão terrestre entre a Região Neotropical e a Região Neártica, ocorreu uma alteração significativa da fauna neotropical, especialmente de grupos mais recentes como os mamíferos (BURNHAM; GRAHAM, 1999). Finalmente, as flutuações climáticas do Quaternário (AB’ SABER 1977, BUSH; OLIVEIRA, 2006), quando ao longo de milhares de anos ocorreram alternâncias entre períodos mais frios e secos e períodos mais quentes e úmidos, deram à região Neotropical as características encontradas pelos homens que aqui chegaram há 15.000 ou 40.000 anos (SANTOS et al., 2003). A expansão e/ou retração de biomas, nos períodos glaciais e interglaciais do Quaternário, resultaram em novas oportunidades de especiação. O processo lento e gradual de formação da região está, intrinsecamente, relacionado com os elevadíssimos índices de diversidade de espécies hoje encontrados em países como Brasil, Colômbia Peru e Equador, considerados como megadiversos. No passado geológico o aquecimento e o resfriamento do planeta se deram de forma gradativa no decorrer de milhares de anos, dando tempo para que ao longo de centenas de gerações de plantas e animais os mecanismos do processo evolutivo atuassem. O homem, entretanto, modificou completamente este cenário.

Ano de Publicação: 2007

Biodiversidade e mudanças climáticas no Brasil: levantamento e sistematização de referências - WWF Brasil - Relatório 18

INTRODUÇÃO

As atividades antrópicas, como a queima de combustíveis fósseis, as queimadas e o desmatamento de florestas, têm alterado o clima em sua variação natural. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (no inglês International Panel on Climate Change, ou IPCC), as temperaturas médias globais vêm aumentando desde a década de 70, e esse aquecimento deve continuar até o final do século. As projeções da mudança do clima incluem alterações nos padrões de vento, na precipitação e nas correntes oceânicas (Bernstein et al., 2007; Stocker et al., 2013). Por consequência, há também um aumento do nível dos oceanos e do crescimento e da formação de desertos. O aquecimento anormal das águas superficiais do oceano, combinado com as mudanças nos padrões de vento e nos regimes de chuva, provavelmente, tornarão os eventos climáticos extremos (ciclones, furacões e tufões) ainda mais destrutivos, como os observados na temporada de furacões no Oceano Atlântico, em 2017: foram sete; deles, pelo menos dois de categoria cinco – a mais elevada, cuja velocidade dos ventos é superior a 250 km/h. Outro exemplo notório desse fenômeno é o aumento da frequência das ondas de calor em regiões com temperatura tradicionalmente amena, como as vistas na Europa em agosto de 2017, período no qual as temperaturas passaram dos 40°C. Diante disso, a mudança do clima deve se tornar a maior ameaça, deste século, à biodiversidade (Brook et al., 2008) e muitos de seus impactos já podem ser observados nos sistemas biológicos (e.g. Pounds et al., 1999). É muito provável que a mudança do clima afetará o padrão de distribuição das espécies (Garcia et al., 2014), além dos padrões mundiais de distribuição dos bolsões de fome e doenças (Pecl et al., 2017). À medida que a fauna e a flora não conseguem acompanhar as novas temperaturas com adaptação ou aclimatação, ou se deslocar para locais com o clima adequado, a extinção poderá ser muito mais rápida, quando comparada à que ocorre durante os ciclos glaciais (Barnosky et al., 2011). A mudança do clima tem implicações profundas nos sistemas naturais e vários estudos têm predito seus possíveis efeitos em diferentes espécies e habitat em todo o mundo (e.g. Pacifici et al., 2015). As consequências relacionam-se, principalmente, à diminuição da aptidão da espécie, expressa em diferentes níveis de organização biológica, cujos efeitos variam entre indivíduos, populações e comunidades (Bellard et al., 2012). Tais ameaças são capazes de diminuir a diversidade genética das populações (e.g. Colevatti et al., 2011) devido às seleções microevolutivas, que, somadas às alterações de diferentes populações e espécies, podem afetar o funcionamento e a resiliência dos ecossistemas (Botkin et al., 2007). Além disso, há evidências de que alguns clados1 sejam mais sensíveis ao impacto humano do que outros (Purvis, 2008; Loyola et al., 2014), acenando para mudanças desproporcionais da história evolutiva da Terra (Thuiller et al., 2011). Com a mudança do clima em curso, as espécies deverão ser impactadas de diferentes maneiras, como no caso da mudança na distribuição geográfica (e.g. Zhang et al., 2017) e na abundância (e.g. Mair et al., 2014), além das alterações do ciclo de vida (Parmesan & Yohe 2003). O padrão geral prevê que muitas espécies serão ameaçadas de extinção e que seus habitat, possivelmente, vão encolher. Ademais, é esperado que as espécies se desloquem para latitudes e altitudes mais elevadas (Chen et al., 2009) ou, ainda, as espécies marinhas migrem para oceanos mais profundos (Dulvy et al., 2008). Contudo, sua resposta também dependerá de fatores como a fisiologia, o comportamento, a ecologia e a evolução dos organismos que determinam a capacidade de dispersão e de adaptação às novas condições climáticas (Bellard et al., 2012). Ou seja, as respostas são espécie-específicas. A perda e a fragmentação de habitat impõem obstáculos ao deslocamento das espécies para locais de clima mais adequado e a combinação de diferentes ameaças pode alterar a magnitude e o padrão espacial da perda da biodiversidade (Faleiro et al., 2013; Gouveia et al., 2016). Não há dúvidas sobre a necessidade de identificar as espécies mais suscetíveis e as principais respostas da biodiversidade aos impactos das alterações em curso. Nesse sentido, a conservação dos ecossistemas naturais terrestres, sejam os de água doce ou os marinhos, e o restabelecimento daqueles que estão degradados são importantes, pois desempenham um papel fundamental no ciclo global do carbono, na resiliência de ecossistemas e na adaptação à mudança do clima. A vulnerabilidade das espécies de plantas, animais e ecossistemas terrestres vem sendo globalmente documentada (Pacifici et al., 2015; Zhang et al., 2017), porém, os efeitos na biodiversidade de ambientes costeiros e marinhos ainda são negligenciados (Dulvy et al., 2008). Embora haja um crescente interesse acerca dos impactos da mudança do clima na biodiversidade (Root et al., 2003), os estudos a respeito da biodiversidade brasileira ainda são escassos (Vale et al., 2009). Ao considerar que o conhecimento dos efeitos da mudança do clima na biodiversidade e em serviços ecossistêmicos do Brasil pode fornecer subsídios à elaboração de estratégias de mitigação e adaptação, foi realizada a revisão da literatura sobre o assunto. Além de fornecer um panorama geral sobre o assunto, tal levantamento é importante na identificação de padrões e tendências, assim como no preenchimento de lacunas do conhecimento que necessitam de maior atenção da comunidade científica.

Ano de Publicação: 2018

Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica - Parte II - Estudos de caso

O Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica (projeto Mata Atlântica) é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no contexto da Cooperação BrasilAlemanha para o Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) do Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU). O módulo de Cooperação Técnica do projeto foi realizado entre abril de 2013 e dezembro de 2020, tendo como foco principal a assessoria e a disponibilização de serviços para o desenvolvimento conceitual e metodológico, bem como a facilitação de parcerias e o desenvolvimento de capacidades nas temáticas abordadas pelo projeto. O módulo de Cooperação Financeira foi iniciado em novembro de 2016 e visa à viabilização de investimentos de maior porte e escala para a implementação das atividades de conservação e recuperação. Este documento foi construído com base nos esforços das equipes do MMA e da GIZ para registrar os principais processos apoiados pelo projeto por meio de estudos de caso, descrevendo o público-alvo de cada experiência, o contexto em que foi implementada e a narrativa do processo, além de trazer quais foram as lições aprendidas e sugerir recomendações futuras. A publicação conta com um conjunto de 19 estudos de caso, que abordam os principais eixos temáticos do projeto. Os estudos 1 a 10 tratam sobre a adaptação baseada em ecossistemas (AbE), englobando o processo de desenvolvimento de capacidades, a inserção da abordagem AbE em instrumentos de ordenamento territorial, e as análises de risco e vulnerabilidade da mudança do clima. Do estudo de caso 11 ao 16, aborda-se a temática de recuperação da vegetação nativa da Mata Atlântica, com destaque para o apoio do projeto às políticas públicas brasileiras, o fortalecimento de capacidades de organizações que trabalham com a temática, e a elaboração de estudos para o monitoramento da recuperação em campo e para a promoção da cadeia produtiva da recuperação da vegetação. Finalmente, do estudo de caso 17 ao 19, abordam-se os temas transversais do projeto, que acompanharam todas as atividades implementadas. São eles: a comunicação, a digitalização e a abordagem de gênero. Espera-se que outras instituições utilizem este material de lições aprendidas como base para dar continuidade e qualificar ações futuras relacionadas aos casos apresentados. Espera-se, também, que os estudos de caso apresentados neste documento inspirem novas ações que abordem as temáticas de AbE e de recuperação da vegetação nativa no Brasil.

Ano de Publicação: 2020

Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica - Parte I - Experiências e Aprendizados - GIZ - MMA

O Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica (projeto Mata Atlântica) é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no contexto da Cooperação BrasilAlemanha para o Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) do Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU). O objetivo do projeto é promover a conservação da biodiversidade e a recuperação da vegetação nativa em três regiões de mosaicos de unidades de conservação da Mata Atlântica, a fim de contribuir para a mitigação e adaptação à mudança do clima. O projeto conta com um módulo de Cooperação Técnica, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e com um módulo de Cooperação Financeira, por meio do KfW Entwicklungsbank (Banco Alemão de Desenvolvimento), por intermédio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Os módulos compartilham dos mesmos objetivos, executam atividades complementares e juntos compõem o projeto Mata Atlântica. O módulo de Cooperação Técnica do projeto foi realizado entre abril de 2013 e dezembro de 2020, tendo como foco principal a assessoria e a disponibilização de serviços para o desenvolvimento conceitual e metodológico, bem como a facilitação de parcerias e o desenvolvimento de capacidades nas temáticas abordadas pelo projeto. O módulo de Cooperação Financeira foi iniciado em novembro de 2016 e visa à viabilização de investimentos de maior porte e escala para a implementação das atividades de conservação e recuperação propostas. A partir de março de 2020, a etapa final de implementação do projeto foi impactada pela incidência da pandemia de Covid-19. Para além da crise sanitária e econômica, que afetou as organizações e muitas das pessoas envolvidas no projeto, a necessidade de adotar procedimentos de distanciamento social desencadeou o desenvolvimento e a adoção de medidas e ferramentas que permitiram a continuidade da implementação das atividades previstas. O uso de recursos digitais e de metodologias de trabalho remoto foi intensificado e viabilizou a realização dos trabalhos de equipe, oficinas e eventos. O sucesso das estratégias de adaptação e enfrentamento dos desafios só foi possível pelo empenho e entusiasmo de todas as pessoas e equipes comprometidas com o alcance dos objetivos do projeto. Uma primeira edição deste documento com as principais experiências e aprendizados da execução do módulo de Cooperação Técnica foi preparada em março de 2018, pois inicialmente esse módulo terminava naquela data. Com a efetivação do módulo de Cooperação Financeira, as ações da Cooperação Técnica foram estendidas até o final de 2020, procurando assegurar a complementaridade prevista na implementação das atividades de ambos. Com isso, apresenta-se agora uma segunda edição desse documento

Ano de Publicação: 2020

Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica - GIZ - MMA -Factsheet

Resultados referentes à integração de mudança do clima e AbE em instrumentos de ordenamento territorial e políticas públicas: • 25 PMMAs foram elaborados integrando a mudança do clima e AbE, sendo 9 na região do Mapes, 7 na região do Lagamar Paraná e 9 na região do MCF; • 10 PMMAs no Sul e Extremo Sul da Bahia integrados regionalmente, com medidas de AbE planejadas conjuntamente e comissão de monitoramento instituída; • Roteiro de elaboração e implementação de PMMA aprimorado com base nas experiências existentes e considerando mudança do clima e AbE; • Recomendações técnicas de inserção de mudança do clima e AbE em Planos de Manejo de UC elaboradas, sendo que o Plano de Manejo da APA CIP considera mudança do clima e planeja medidas de AbE e o Plano de Manejo da APA Guaraqueçaba considera riscos e a sua relação com a mudança do clima; • Riscos climáticos para toda a Mata Atlântica identificados e, com o auxílio de processos participativos, medidas AbE para 715.572,24 ha desenhadas nas regiões de atuação do projeto; • Medida AbE preconizada pelo PMMA de Porto Seguro (BA) implementada no corredor ecológico entre o Parque Nacional do Pau Brasil e a RPPN Estação Veracel, com a recuperação da vegetação em 3 hectares de áreas demonstrativas, e perspectiva de ampliação pela entidade parceira Anamma; • Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPR com Manejo Adaptativo de Risco e Vulnerabilidade em Sítios de Conservação (Marisco) integrado em aulas e iniciativas de extensão; • Estudos de análise de vulnerabilidade e serviços ecossistêmicos elaborados, dando base para a consideração de mudança do clima e AbE na Lei de Uso e Ocupação do Solo e no Plano Diretor de Duque de Caxias; • Conhecimentos e experiências em AbE integradas no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, nos capítulos de biodiversidade e ecossistemas, cidades e desenvolvimento urbano, e gestão de riscos.

Ano de Publicação: 2020