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Boletim do RAN - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - ANO 2, Nº 4, 2015

ROTEIRO PARA INVENTÁRIOS E MONITORAMENTOS DE QUELÔNIOS CONTINENTAIS

Em oficina de trabalho realizada em julho de 2013, em Salvador, durante o VI Fórum Científico do RAN “Monitoramento Populacional de Quelônios Continentais Brasileiros” e coordenado pelo analista ambiental Rafael Antônio Balestra, integrante da Área Técnica Quelônios do RAN, os especialistas em Testudines do Brasil discutiram os procedimentos visando o estabelecimento de parâmetros eficientes para realização de inventários e monitoramentos de quelônios.

Ano de Publicação: 2015

Boletim do RAN - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - ANO 1, Nº 2 - 2014

CONCLUÍDA A ETAPA DE AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DE LAGARTOS, ANFISBÊNIAS E ANFÍBIOS DO BRASIL

Com a realização da V Oficina de Avaliação do Estado de Conservação de Anfíbios e da II Oficina de Avaliação do Estado de Conservação dos Lagartos e Anfisbênias do Brasil, em agosto deste ano na ACADEBIO (FLONA de Ipanema, Iperó/SP) foi concluído o primeiro ciclo de avaliação do grau de risco de extinção da herpetofauna brasileira realizado pelo ICMBio.

Ano de Publicação: 2014

Boletim do RAN - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios

Os resultados das ações do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios – RAN, um dos Centros de Pesquisa e Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, serão apresentados a vocês, envolvidos com a conservação da herpetofauna, através deste boletim! Boa leitura!

Ano de Publicação: 2014

Boletim do RAN - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios

CONCLUÍDA A AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DOS ANFÍBIOS E RÉPTEIS, NO BRASIL

Ano de Publicação: 2015

As aves da Estação Ecológica Serra das Araras, Mato Grosso, Brasil

Introdução

Aves são importantes na avaliação da qualidade ambiental e peças chaves na determinação de áreas para a conservação, pois se trata de um grupo diversificado que ocupa diferentes hábitats, níveis tróficos e são altamente sensível às modificações ambientais. O comportamento conspícuo e facilidade de identificação de grande parte das espécies, além da rapidez na amostragem fazem delas um dos grupos mais bem conhecido da região neotropical (Kattan et al. 1994, Stotz et al. 1996, Tubelis & Cavalcanti 2000, Marini 2001, Eken et al. 2004). O Brasil é o terceiro país em riqueza de aves, com 1.801 espécies (Comitê... 2011), dessas 856 tem registros para o Cerrado e 30 são endêmicas (Silva & Santos 2005). Esse pequeno número de espécies endêmicas pode ser explicado por sua interconexão como os demais biomas, o que influenciou no processo de especiação desse grupo (Sick 1966). Embora ocupe o terceiro lugar em riqueza de aves no Brasil, o Cerrado ainda é um ambiente pouco estudado em relação a sua avifauna, extensas porções de seu território ainda não tinham sido “minimamente estudadas” (localidades que tivessem pelo menos 80 espécimes coletados ou uma lista com no mínimo 100 espécies) em 1995, fato que pouco mudou em dez anos (Silva 1995, Silva & Santos 2005). O Cerrado cobre aproximadamente 24% do território nacional e é hoje a maior, mais distinta, mais rica e, provavelmente, a mais ameaçada savana tropical do mundo (Silva & Bates 2002, Silva & Santos 2005, Serviço... 2011), o que lhe garante o título de “hot spots” mundial e área prioritária para conservação da biodiversidade (Myers et al. 2000). Um dos principais fatores determinantes da sua riqueza é a sua estratificação horizontal, pois Cerrado pode ser entendido como um grande mosaico, no qual as peças são as diferentes fitofisionomias, as quais produzem um gradiente em densidade e altura, definido por formações campestres a florestais (Coutinho 1978). Nos últimos anos, tem havido uma intensa substituição das áreas de vegetação nativa do Cerrado por zonas urbanas, agricultura, pastagens e reflorestamentos com espécies vegetais exóticas (Machado & Lamas 1996). Dados do Serviço Florestal Brasileiro (2011) mostram que ao final de 2008 o percentual de área desmatada era de 47,8%, e que apenas 6,4% do bioma encontrava-se formalmente preservado em unidades de conservação, valor é bem inferior aos 10% assumido, via termo de compromisso, pelo Ministério do Meio Ambiente durante o Workshop “Ações Prioritárias para a conservação da biodiversidade do Cerrado e Pantanal” (Brasil 1999). Inventariar um local é a forma mais direta para se acessar parte dos componentes da diversidade animal de uma localidade (Silveira et al. 2010). As listas de espécies, principal produto desses inventários, são importantes para análise futura de relações biogeográficas (Ribon et al. 1995, Nunes & Pacheco 2004), para a determinação de rotas migratórias (Ribon et al. 1995) e uma contribuição fundamental aos órgãos gestores das áreas protegidas brasileiras (Argel-de-Oliveira 1993). Podem ser utilizadas para investigação da dinâmica natural da flora e fauna, dos eventos ecológicos e da eficácia de gestão de uma Unidade de Conservação. O objetivo deste trabalho foi inventariar a avifauna da Estação Ecológica Serra das Araras, comparar a riqueza de aves entre as fitofisionomias estudadas, comparar os resultados obtidos a estudos anteriores, bem como criar uma base de dados confiável que embase as tomadas de decisão e gestão dessa área protegida.

Ano de Publicação: 2012

Vulnerability of Giant South American Turtle (Podocnemis expansa) nesting habitat to climate-change-induced alterations to fluvial cycles

Abstract

A change in seasonal flooding cycles in the Amazon may negatively impact nesting success of the Giant South American Turtle (Podocnemis expansa). Our aim was to devise a technique that could be replicated in the entire Amazon basin, for monitoring alterations in fluvial cycles and their effects on turtle nest mortality. We mapped the spatial distribution and height of P. expansa nests and tested the effects of different inundation scenarios within the Trombetas River Biological Reserve, Para state, Brazil. We also used historical data on water level and hatchling production to test whether the sharp decline in the Trombetas River P. expansa population over the past thirty years was related to detected changes in the flood pulse. Our models indicate that an increase of 1.5m in the water level is sufficient to decrease the time of exposure to less than the minimum required for incubation and hatching (55 days above the water) in 50% of the nesting area. This model explains the low hatchling production in dry seasons when the total nesting site exposure was less than 200 days. Since 1971, there was an average decline of 15 days per decade in sandbank exposure during the nesting season (a total of 62 days from 1971 to 2015). However, the decrease in sandbank exposure was not significantly correlated with the sharp decline in hatchling production. Changes to the water cycle in combination with the main sources of decline (overharvest, construction of dams, and dredging of riverbeds) might have an accumulative effect on P. expansa populations.

Keywords

riverine turtle, flood pulse, nest mortality, inundation, Amazon 

Ano de Publicação: 2016

Reptilia, Squamata, Amphisbaenidae, Amphisbaena brasiliana (Gray, 1865): range extension

Amphisbaena brasiliana is a Brazilian endemic amphisbaenid (Bérnils and Costa, 2012) described after a single specimen obtained in the municipality of Santarém, state of Pará (Gray, 1865: 448). Besides the type locality and vicinities (Gans, 1971; Spencer, 2012), the species is known from other three municipalities in the same state: Belém (Gans, 1971), Aveiro (Rio Cupari; Strauch, 1883) and Parauapebas (“Serra dos Carajás”; Cunha et al., 1985). Two vouchered but imprecise additional records from localities along the “rio Amazonas” (Amazon River), and one undocumented record for Paraíba do Norte, state of Paraíba, were mentioned by Gans (1971), but this latter record was considered by that author as “questionable”. The species has also been found in Guarantã do Norte, extreme north of the state of Mato Grosso (Mott and Vieites, 2009; Pinna et al., 2010), the southernmost record until now

Ano de Publicação: 2013

Ontogeny of the Postcranial Axial Skeleton of Melanosuchus niger (Crocodylia, Alligatoridae)

ABSTRACT

This study proposes the description of the development of the postcranial axial skeleton, including vertebrae, gastralium, ribs, sternum, and interclavicle, inMelanosuchus niger. Six nests weremarked and two eggs removed fromeach nest at 24-hr intervals until hatching. For posthatching evaluation, 30 hatchlingswere kept in captivity and one exemplarwas euthanized at three-day intervals. Samples were diaphanized using potassiumhydroxide (KOH), alizarin red S, and Alcian blue.Aroutinely generally usedmethodwas applied for histological evaluation. It was difficult to define in which vertebrae the development of cartilaginous centers began, but itwas possible to observe that this condensation advanced in the craniocaudal direction. The condensation started in the vertebral arches and was visibly stronger in the cervical and dorsal regions, advancing to the lumbar, sacral and, last, to the caudal region. The atlas showed a highly different morphology compared with the other cervical vertebrae, with a short intercenter, two neural arches, and a proatlas. The ossification process began in the body of cervical vertebrae III to VIII and alizarin retention decreased in the last vertebrae, indicating a craniocaudal direction in bone development, similar to cartilage formation. In the histological sections of gastralium and interclavicles of M. niger at several development stages, it was possible to observe that these elements showed intramembranous development. Anat Rec, 00:000–000, 2017. VC 2017Wiley Periodicals, Inc.

Key words: black caiman; chondrogenesis; embryology; gastralium;

vertebral column

Ano de Publicação: 2017

Ontogeny of the Appendicular Skeleton in Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae)

The objective of the present study was to analyze chondrogenesis and the ossification pattern of the limbs of Melanosuchus niger in order to contribute with possible discussions on homology and the fusion pattern of autopodial elements and phylogeny. In the Reserva Extrativista do Lago Cuniã, Rondônia, Brazil, six nests were marked and two eggs removed from each nest at 24-hour intervals until hatching. Embryos were cleared using KOH; bone tissue was stained with alizarin red S and cartilage with Alcian blue. Routine staining with HE was also performed. In the pectoral girdle, the scapula showed ossification centers before the coracoid process. In the pelvic girdle, the ilium and the ischium were condensed as a single cartilage, although ossification took place through two separate centers, forming distinct elements in the adult. The pubis developed from an independent cartilaginous center with free end, which reflects its function in breathing. In the initial stages, the stylopodium and the zeugopodium developed from the condensation of a Y-shaped cartilage in the limbs, and differentiation of the primary axis and digital arch were observed. The greatest changes were observed in the mesopodia. In their evolution, Crocodylia underwent a vast reduction in the number of autopodial elements as a consequence of fusions and ossification of some elements. This study shows that the chondrogenesis and ossification sequences are dissociated. Moreover, the differences between M. niger and other species show clear variation in the patterns for these events in Alligatoridae.

Key words: alizarin, Archosauria, development, embryo, black caiman

Ano de Publicação: 2016

Osteologia de Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) e a evidência evolutiva1

ABSTRACT

- Vieira L.G., Santos A.L.Q., Lima F.C., Mendonça S.H.S.T., Menezes L.T. & Sebben

A. 2016. [Osteology of Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) and the evolutionary

evidence.] Osteologia de Melanosuchus niger (Crocodylia: Alligatoridae) e a evidência

evolutiva. Pesquisa Veterinária Brasileira 36(10):1025-1044. Laboratório de Ensino

e Pesquisa em Animais Silvestres, Universidade Federal de Uberlândia, Rua Piauí s/n, Umuarama,

Uberlândia, MG 38400-902, Brazil. E-mail: luceliabio@yahoo.com.br


The objective was an anatomical description of the skeleton of Melanosuchus niger, in order to contribute with evolutionary information about the species. Three adult specimens of M. niger with an average length of 2.40m were used, originating from the biologic collection of Lapas-UFU. In the forelimb, the scapula is bigger than the coracoid. Regarding the hindlimbs, the pubic does not participate in the formation of the acetabulum; the contact with the ilium is made by ligaments, and its articulation with the rump allows dorsal-ventral movements. Regarding the forelimbs, the humerus is a stylopodium element, and the ulna and radius a zeugopodium element. The carpus exibits the ulnar-radial+intermedium fusion, fusion of the distal carpals 3+4+5, and the pisiform. It has five metacarpals, numbered lateromedially as metacarpal 1, 2, 3, 4, and 5. The phalangeal formula is 2:3:4:3:2. Regarding the pelvic limbs, the stylopodium is formed by the femur, and the zeugopodium by tibia and fibula. In tarsus has four bones: fusion of the intermedium+centrale, fibulare, distal tarsal 3, and distal tarsal 4. It has four long metatarsals I, II, III and IV, with metatarsal II and III being relatively longer than the others. Metatarsal V is a very small bone; the feet have the phalangeal formula 2:3:4:4. At the skull, the nasal opening is only the palatine bones, vomer, pterygoid, premaxilla and maxilla forming the bone structure of the secondary palate; the parietal bone is the only element on the cranial roof. In the pos- axial skeleton ist distinct pairs of ribs which articulate with the cervical, dorsal, lumbar, sacral and caudal vertebrae. The gastralia consists of seven rows of fine bone located between the pubic bone and caudal part of the sternum.

INDEX TERMS: Osteology, Melanosuchus niger, Crocodylia, Alligatoridae, evolutionary evidence, Archosauria,

anatomy, bones.

1 Recebido em 19 de agosto de 2015.

Aceito para publicação em 23 de maio de 2016.

2 Laboratório de Ensino e Pesquisa em Animais Silvestres (Lapas), Universidade

Federal de Uberlândia (UFU), Rua Piaui s/n, Umuarama, Uberlândia,

MG 38400-902, Brasil. *Autor para correspondência: luceliabio@

yahoo.com.br

3 Laboratório de Anatomia Humana e Comparativa, Universidade Federal

de Goias (UFG), Rodovia BR-364 Km 192, Setor Industrial, Jataí, GO

75801615, Brasil.

4 Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios

(RAN), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),

Rua Dra Vilma Edelweiss dos Santos 115, Lundceia, Lagoa Santa, MG

33400000, Brasil.

5 Laboratório de Biologia Animal, Universidade de Brasília (UnB), Campus

Universitário Asa Norte, Brasília, DF 70910970, Brasil.

Pesq. Vet. Bras. 36(10):1025-1044, outubro 2016

1026 Lucélia G. Vieira et al.

tais do carpo 3+4+5 e o pisiforme; possui cinco metacarpos,

numerados lateromedialmente e a fórmula falângica

2:3:4:3:2. Nos membros pelvinos, o estilopódio é formado

pelo fêmur e o zeugopódio pela tíbia e fíbula. No tarso há

a fusão do intermédio+central, fibular do tarso, distal do

tarso 3, distal do tarso 4; possui quatro metatarsos longos

I, II, III e IV, sendo os metatarsos II e III maiores que os

demais. O metatarso V é um osso bastante reduzido e o pé

possui a fórmula falângica 2:3:4:4. No crânio, a abertura

nasal é única, o palatino, vômer, pterigóide, pré-maxila e

maxila formam a estrutura óssea do palato secundário; o

osso parietal é o único elemento no teto craniano. No esqueleto

pós- axial em pares de costelas distintas que se

articulam com as vértebras cervicais, dorsais, lombares,

sacrais e caudais. A gastrália é formada por sete fileiras de

ossos finos localizados entre o púbis e a região caudal do

esterno.

TERMOS DE INDEXAÇÃO: Osteologia, Melanosuchus niger, Crocodylia,

Alligatoridae, evolução, Archosauria, anatomia, ossos, jacaré-açu

Ano de Publicação: 2016