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Descrição Autores


Haemogregarine (Apicomplexa: Adeleorina) infection in Vanderhaege’s toad-headed turtle, Mesoclemmys vanderhaegei (Chelidae), from a Brazilian Neotropical savanna region

Ano de Publicação: 2018

A publicação científica como um meio de divulgação e não como finalidade do processo de investigação

Entre as formas de comunicação em ciência estão à fala e a escrita. A forma escrita, como meio de comunicar ciência teve suas origens com as obras dos gregos, com destaque para Aristóteles (Meandows, 1999). Os meios formais pelos quais se processa a comunicação científica, em sua versão primária, abrangem periódicos, teses, dissertações, relatórios, anais e atas de congressos e patentes. Os periódicos têm como uma de suas funções impulsionarem a qualidade da pesquisa e ampliar as áreas de conhecimento, por intermédio da seleção e divulgação dos trabalhos científicos, na maioria dos casos, nos formatos de notas e artigos. Os artigos, em especial, representam uma relevante parte do fluxo de informação originado com a atividade científica de pesquisa (Oliveira, 2002). Sua elaboração é atualmente uma das principais atividades desenvolvidas por membros das comunidades científicas (Cassany et al., 2000) e hoje é aceita como a principal maneira de comunicação científica (Mantilla-Villareal et al., 2010; Araújo & Miguel, 2017).

Não publicar os resultados do trabalho sério, realizado de forma ética e comprometida com a construção de conhecimento acerca da solução de um problema é uma perda considerável para a sociedade (Aretio, 2015). Entretanto, nos casos em que o propósito da pesquisa não é a investigação do problema, e sim apenas a publicação dos seus resultados (como a finalidade do projeto), a produção de ciência passa a ser prejudicada e questionada quanto a sua qualidade.

Ano de Publicação: 2018

New records and geographic distribution map of Elachistocleis magnus Toledo, 2010 (Anura: Microhylidae)

Abstract: New locality records and distribution map for the recently described Elachistocleis magnus are here presented.

Originally described from Rondônia state, western Brazil (Amazonia), E. magnus was until now recorded for only two

additional localities in the same state. The new records presented herein, which considerably enlarge the known range of

the species, include three additional Brazilian states – Amazonas, Pará, and Mato Grosso (including records in the Brazilian

Cerrado). We provide color description of the species in life, and discuss variation in habitats used by this species.

Ano de Publicação: 2012

New locality records, geographical distribution, and morphological variation in Cercosaura parkeri (Ruibal, 1952) (Squamata: Gymnophthalmidae) from western Brazil

Abstract: The presence of the gymnophthalmid lizard Cercosaura parkeri (Ruibal, 1952) in western Brazil is confirmed,

based on vouchered records for localities in the states of Mato Grosso and Mato Grosso do Sul. Morphological variation in a

series of 20 males and 17 females is also presented.

Ano de Publicação: 2012

Manejo Conservacionista e Monitoramento Populacional de Quelônios Amazônicos

Este Manual Técnico consolida a arte do conhecimento inerente ao manejo e ao monitoramento populacional de espécies de quelônios amazônicos, estabelecido pelos principais grupos de pesquisa e entidades conservacionistas relacionados a esse grupo. Tem o objetivo de disseminar e nivelar os procedimentos metodológicos relativos ao manejo conservacionista de espécies, cujas diferentes iniciativas práticas remontam há 35 anos no Brasil.

Ano de Publicação: 2016

Vulnerabilidade dos ninhos de três espécies do gênero Podocnemis (Testudines, Podocnemididae) às mudanças climáticas em áreas protegidas da Amazônia

Resumo

Apesar de ser um problema irrefutável, pouco se sabe sobre os possíveis efeitos das mudanças climáticas nas populações de quelônios da Amazônia. Estudos sobre os locais preferenciais de desovas dos quelônios do gênero Podocnemis na Amazônia proporcionam informações essenciais para o sucesso dos programas de proteção e manejo desses animais. A importância de tais estudos se torna ainda maior dentro das áreas protegidas, onde estratégias para a conservação das espécies ameaçadas são praticadas anualmente. Este estudo pode ser dividido em duas etapas. Primeiro examinou-se o grau de vulnerabilidade de três espécies do gênero Podocnemis às influências da la niña e el niño e mudanças climáticas em áreas contempladas pelo Projeto Quelônios da Amazônia (PQA). Na segunda etapa, as principais praias/sítios de desova na Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas foram mapeadas após o período de desova de 2014, e os locais preferenciais de desova de Podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia) foram identificados e examinados para se detectar seu nível de vulnerabilidade às inundações em diferentes cenários de subida (oscilação) dos rios. Não encontramos diferenças significativas em relação à média de ninhos e filhotes produzidos e no sucesso de eclosão para as três espécies analisadas, P. expasa, P. unifilis e P. sextuberculata, com relação aos anos com diferentes efeitos do ENSO (El Niño/Southern Oscillation). Geograficamente é possível observar um efeito positivo da la niña e el niño no sucesso de eclosão de P. expansa nos projetos do PQA situados nas regiões Oeste e Nordeste da Bacia Amazônica respectivamente. O mesmo efeito encontrado em P. expansa foi observado para o sucesso de eclosão de P. sextuberculata. No caso de P. unifilis, anos de el niño apresentaram um maior sucesso de eclosão nos projetos situados na região oeste, enquanto em anos de la niña o sucesso de eclosão foi maior em projetos situados na região nordeste. Este resultado é esperado, pois os efeitos do ciclo do ENSO não são homogêneos em toda a Bacia Amazônica. As tendências relacionadas ao sucesso de eclosão para as áreas contempladas pelo PQA nos últimos 30 anos variaram dependendo da espécie e localidade. Observamos um aumento no sucesso de eclosão de P. expansa em áreas situadas a oeste da bacia, enquanto áreas do nordeste permaneceram estáveis. Não foi possível observar um padrão na tendência do sucesso de eclosão em áreas situadas a sul. Do mesmo modo não foi possível observar tendências geográficas para o sucesso de eclosão de P. unifilis e P. sextuberculata. Fatores não climáticos, como a influência da caça e de diferentes planos de manejo em cada uma das regiões contempladas pelo PQA, também devem ser levados em consideração. A interação humana nos programas de conservação de quelônios provavelmente exerce uma grande influência na produção de ninhos, no sucesso de eclosão e, consequentemente, na quantidade de dessas espécies. Na Rebio Trombetas a área das três principais praias de desova foi de 0,774, 0,498 e 0,136 km2 para as praias do Jacaré, Farias e Leonardo respectivamente, durante o período de 27 de Novembro e 7 de Dezembro de 2014. O período amostrado pode ser considerado o pico da estação seca, quando as águas do Rio Trombetas estão próximas do seu nível mais baixo. Fêmeas de P. expansa desovaram em áreas significantemente mais altas na praia do Jacaré. Na Praia do Farias não houve diferença significativa entre os pontos amostrados e áreas de desova. Entretanto, houve uma diferença significativa entre as alturas dos ninhos em ambas as praias. Isto se deve provavelmente ao fato da praia do Jacaré ser significantemente mais alta que a praia do Farias. Além

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de mais altas, as áreas de desova na praia do Jacaré se tornaram disponíveis mais cedo. Em relação ao modelo de inundação, uma mortalidade 50% dos ninhos ocorreria na Praia do Farias quando há uma subida de 100 cm, enquanto uma subida de 200 cm provocaria a mortalidade de 100% dos ninhos. Na Praia do Jacaré há uma mortalidade de 50% quando há uma subida de 200 cm. Entretanto, não houve uma mortalidade de 100% em nenhum dos cenários analisados na praia do Jacaré. Desde o início da década de 80 a praia do Jacaré passou a ser o local mais utilizado para desova de P. expansa. Em 2014, esta praia apresentou a maior área (km2) os pontos mais altos e as desovas mais altas em relação ao nível do rio. Ninhos desovados nas partes mais altas da Praia do Jacaré seriam capazes de resistir a uma subida repentina do rio de pelo menos dois metros. Estas características provavelmente fazem desta praia a mais propícia para a desova de P. expansa. Os resultados obtidos e a metodologia criada a partir deste estudo poderão auxiliar na formulação de planos de manejo das desovas e na prevenção de futuros problemas relacionados às mudanças climáticas.

Ano de Publicação: 2015

Eventos climáticos extremos relacionados ao ENSO e o sucesso reprodutivo da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) na Reserva Biológica do Rio Trombetas

Sumário

· Na Região da REBIO-Trombetas, anos de El Niño extremo, como 2015, estão associados à uma temperatura do ar mais alta e à uma humidade do ar mais baixa. · Anos de El Niño extremo também apresentam as menores mínimas anuais de altura do rio, além do nível do rio tender à baixar precocemente. · Fêmeas de Tartaruga desovam em locais mais altos do que o de costume no ano cujo nível do rio desceu mais cedo do que o normal. · A desova em locais mais altos do que o de costume, em conjunto com a baixa humidade e alta temperatura do ar provavelmente estão ligados à alta mortalidade observada nos ninhos de Tartaruga na REBIO-Trombetas no ano de 2015. 

· Estes resultados são específicos para a REBIO-Trombetas e não podem ser generalizados para toda a bacia Amazônia.

· A curto prazo, estudos sobre a relação entre a temperatura e umidade do ar, o nível do rio, a temperatura interna dos ninhos e as características e a mortalidade dos ninhos devem ser conduzidos para se entender de forma mais precisa os fatores diretamente ligados ao sucesso reprodutivo da Tartaruga na REBIO-Trombetas.

· Estudos e modelos analisando dados meteorológicos históricos assim como imagens de sensoriamento remoto em conjunto com o estudos clássicos (marcação e recaptura) e genéticos de dinâmica populacional podem auxiliar à médio prazo na formulação de um plano de manejo especifico para futuros anos de clima extremo.

Resumo

Este relatório tem como objetivo esclarecer os fatores envolvidos na grande mortalidade de ovos de Podocnemis expansa na REBIO-Trombetas durante estação reprodutiva de 2015. Neste período, foi registrado um dos El niños mais extremos da história. Ninhos na praia do Jacaré em 2015 foram desovados em um local 1,17 m mais alto do que a média dos ninhos de 2014 (Tabela 1). Esta diferença de altura está provavelmente ligada à um sucesso de eclosão 48,41 % menor em 2015. O sucesso de eclosão é menor em estações reprodutivas cujo nível do rio cai de forma mais pronunciada no início da estação reprodutiva, pois o nível mínimo no mês de Outubro explica 90% da variação no sucesso de eclosão. Neste caso, as fêmeas da REBIO-Trombetas desovaram em locais mais altos do que o de costume no ano em que houve uma decida prematura das águas do rio. Este resultado é inesperado pois o contrário normalmente é observado. Fêmeas normalmente desovam em locais mais altos em anos quando há um atraso na decida do nível da água. Este fenômeno possivelmente exacerbou ainda mais o estresse térmico e hídrico nos ninhos devido às alta temperatura e baixa humidade provocada pelo El Niño de 2015. Períodos de El Niño extremos apresentarem as menores mínimas anuais de altura do rio, além do nível do rio tender à baixar mais precocemente. Em períodos de La Niña, o rio tende a descer mais tardiamente, o que também pode afetar a escolha do local de desova pelas fêmeas e diminuir o período de disponibilidade das praias para a desova (período no qual as praias não se encontram submersas). Entretanto, é preciso destacar que os resultados encontrados para a relação entre o sucesso de eclosão na REBIO-Trombetas e eventos extremos não pode ser generalizado para toda Bacia Amazônica.

Ano de Publicação: 2016

Roteiro para Inventários e Monitoramentos de Quelônios Continentais

RESUMO – Em razão da falta de material específico de consulta que consolide as principais referências científicas e o acúmulo do conhecimento técnico sobre as metodologias de amostragem, coleta e análise de dados relativos aos quelônios continentais brasileiros, materializou-se este trabalho, há muito almejado pela sociedade interessada no assunto. Houve um grande esforço para compatibilizar metodologicamente as particularidades das espécies e ambientes em áreas com lacunas de amostragem, cujos parâmetros se adequam prioritariamente aos inventários e, em áreas com ocorrência conhecida de espécie(s) alvo de estudos de maior duração, aos monitoramentos populacionais. Sendo assim, essencialmente, este guia metodológico ou manual técnico inédito se constitui em roteiros de procedimentos fundamentados pela consolidação do estado da arte do conhecimento técnico-científico e pelas perspectivas, harmonizadas, dos principais grupos de pesquisa e entidades conservacionistas que atuam com esses animais. Essa iniciativa é oportuna, pois favorecerá a tão esperada padronização instrumental e analítica, segundo orientações validadas pelas experiências práticas dos autores, a serem adotados de forma consonante por diversas instituições ou grupos de pesquisa. Em consequência, poder-se-á integrar diferentes bancos de dados, compilar informações de séries históricas de dados de projetos correlatos, e assim, desenvolver análises comparativas das variáveis decorrentes dos componentes de pesquisa e conservação realizados de forma sistematizada por espécie, família, região, bioma etc., por meio de diferentes fontes de informação. E ainda, esta publicação tem o propósito de estimular a realização de estudos de caracterização do estado de conservação do grupo animal foco, especialmente em áreas protegidas, por meio da promoção de pesquisas básicas relativas à dinâmica de suas populações.

Palavras-chave: conservação; método de estudo; roteiro; Testudines.


Ano de Publicação: 2016

Boletim do RAN - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - ANO 3, Nº 7, 2º SEMESTRE DE 2016

2º CICLO DE AVALIAÇÃO DA HERPETOFAUNA

Com a finalização do 1º ciclo de avaliação da herpetofauna em 2014, o RAN iniciou este ano o 2º ciclo de avaliação para os crocodilianos e quelônios continentais brasileiros.

Ano de Publicação: 2016

Boletim do RAN - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios - ANO 3, Nº 6, 1º SEMESTRE 2016

O PLANO DE AÇÃO PARA A HERPETOFAUNA AMEAÇADA E A RESERVA DA BIOSFERA DA SERRA DO ESPINHAÇO

Criada em 2005, a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE), compreende uma área de 3.210.903,3 hectares no estado de Minas Gerais, em uma zona de transição entre os Biomas Cerrado e Mata Atlântica, destacando-se os Campos Rupestres, fitofisionomia com grande número de espécies ameaçadas e endê-micas, em um ambiente de baixa resiliência, configurando-se, dessa forma, como um Centro de Endemismo Mundial.

Ano de Publicação: 2016