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Monitoramento da Biodiversidade - Região 5- GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES ALVO DE AVES E MAMÍFEROS

Apresentação

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade em UCs realizado em ambientes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia selecionou aves e mamíferos como indicadores biológicos para o módulo básico do monitoramento, em função de representarem outros grupos de espécies, da boa resposta a gradientes de impactos, incluindo mudanças climáticas e, da contribuição para obtenção de informações confiáveis e de baixo esforço e custo. Para auxiliar na amostragem desses grupos foram elaborados guias de identificação de espécies, onde o território brasileiro foi dividido em sete regiões (mapa abaixo), definidas por análises de dissimilaridade dos agrupamentos naturais das espécies monitoradas, buscando evidenciar as grandes descontinuidades de suas distribuições  Na seleção das espécies alvo, em linhas gerais, foi utilizado como critério básico, serem espécies passíveis de amostragem por meio do método de avistamento em transecção linear e de simples identificação.

Em relação às aves foram definidas como espécies alvo do monitoramento, as espécies das famílias Cracidae, Tinamidae, Psophiidae Cariamidae, Rheidae e Odontophoridae, e em relação aos mamíferos as espécies terrestres diurnas e as de médio e grande porte representadas pelas ordens Rodentia (famílias: Caviidae, Ciniculidae, Dasyptoctidae, Donomyidae Erethizontidae, Myocastoridae e Sciuridae), Didelphimorphia (gênero Didelphis), Lagomorpha, Primates, Pilosa, Cingulata, Carnivora (exceto Otariidae e Phocidae), Perissodactyla e Artiodactyla, além de cinco domésticas.

No total foram consideradas 285 espécies, sendo 58 de aves e 227 de mamíferos, conforme tabela abaixo. 

CLASSE   ORDEM   FAMÍLIA   GÊNERO   ESPÉCIES

Aves              05            06             21             58

Mamíferos   09            27             73            227

TOTAL           14            33             94           285

Obs.: Não foram consideradas espécies insulares como Dasyprocta catrinae, com distribuição periférica e imprecisa ao território brasileiro como Chaetophractus villosus, com problemas taxonômicos como Galea flavidens e com distribuição geográfica ainda imprecisa como Leopardus guttulus.



Ano de Publicação: 2015

Monitoramento da Biodiversidade - Região 4- GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES ALVO DE AVES E MAMÍFEROS

Apresentação

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade em UCs realizado em ambientes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia selecionou aves e mamíferos como indicadores biológicos para o módulo básico do monitoramento, em função de representarem outros grupos de espécies, da boa resposta a gradientes de impactos, incluindo mudanças climáticas e, da contribuição para obtenção de informações confiáveis e de baixo esforço e custo. Para auxiliar na amostragem desses grupos foram elaborados guias de identificação de espécies, onde o território brasileiro foi dividido em sete regiões (mapa abaixo), definidas por análises de dissimilaridade dos agrupamentos naturais das espécies monitoradas, buscando evidenciar as grandes descontinuidades de suas distribuições  Na seleção das espécies alvo, em linhas gerais, foi utilizado como critério básico, serem espécies passíveis de amostragem por meio do método de avistamento em transecção linear e de simples identificação.

Em relação às aves foram definidas como espécies alvo do monitoramento, as espécies das famílias Cracidae, Tinamidae, Psophiidae Cariamidae, Rheidae e Odontophoridae, e em relação aos mamíferos as espécies terrestres diurnas e as de médio e grande porte representadas pelas ordens Rodentia (famílias: Caviidae, Ciniculidae, Dasyptoctidae, Donomyidae Erethizontidae, Myocastoridae e Sciuridae), Didelphimorphia (gênero Didelphis), Lagomorpha, Primates, Pilosa, Cingulata, Carnivora (exceto Otariidae e Phocidae), Perissodactyla e Artiodactyla, além de cinco domésticas.

No total foram consideradas 285 espécies, sendo 58 de aves e 227 de mamíferos, conforme tabela abaixo. 

CLASSE   ORDEM   FAMÍLIA   GÊNERO   ESPÉCIES

Aves              05            06             21             58

Mamíferos   09            27             73            227

TOTAL           14            33             94           285

Obs.: Não foram consideradas espécies insulares como Dasyprocta catrinae, com distribuição periférica e imprecisa ao território brasileiro como Chaetophractus villosus, com problemas taxonômicos como Galea flavidens e com distribuição geográfica ainda imprecisa como Leopardus guttulus.



Ano de Publicação: 2015

Monitoramento da Biodiversidade - Região 3- GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES ALVO DE AVES E MAMÍFEROS

Apresentação

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade em UCs realizado em ambientes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia selecionou aves e mamíferos como indicadores biológicos para o módulo básico do monitoramento, em função de representarem outros grupos de espécies, da boa resposta a gradientes de impactos, incluindo mudanças climáticas e, da contribuição para obtenção de informações confiáveis e de baixo esforço e custo. Para auxiliar na amostragem desses grupos foram elaborados guias de identificação de espécies, onde o território brasileiro foi dividido em sete regiões (mapa abaixo), definidas por análises de dissimilaridade dos agrupamentos naturais das espécies monitoradas, buscando evidenciar as grandes descontinuidades de suas distribuições  Na seleção das espécies alvo, em linhas gerais, foi utilizado como critério básico, serem espécies passíveis de amostragem por meio do método de avistamento em transecção linear e de simples identificação.

Em relação às aves foram definidas como espécies alvo do monitoramento, as espécies das famílias Cracidae, Tinamidae, Psophiidae Cariamidae, Rheidae e Odontophoridae, e em relação aos mamíferos as espécies terrestres diurnas e as de médio e grande porte representadas pelas ordens Rodentia (famílias: Caviidae, Ciniculidae, Dasyptoctidae, Donomyidae Erethizontidae, Myocastoridae e Sciuridae), Didelphimorphia (gênero Didelphis), Lagomorpha, Primates, Pilosa, Cingulata, Carnivora (exceto Otariidae e Phocidae), Perissodactyla e Artiodactyla, além de cinco domésticas.

No total foram consideradas 285 espécies, sendo 58 de aves e 227 de mamíferos, conforme tabela abaixo. 

CLASSE   ORDEM   FAMÍLIA   GÊNERO   ESPÉCIES

Aves              05            06             21             58

Mamíferos   09            27             73            227

TOTAL           14            33             94           285

Obs.: Não foram consideradas espécies insulares como Dasyprocta catrinae, com distribuição periférica e imprecisa ao território brasileiro como Chaetophractus villosus, com problemas taxonômicos como Galea flavidens e com distribuição geográfica ainda imprecisa como Leopardus guttulus.


Ano de Publicação: 2015

Monitoramento da Biodiversidade - Região 2- GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES ALVO DE AVES E MAMÍFEROS

Apresentação

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade em UCs realizado em ambientes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia selecionou aves e mamíferos como indicadores biológicos para o módulo básico do monitoramento, em função de representarem outros grupos de espécies, da boa resposta a gradientes de impactos, incluindo mudanças climáticas e, da contribuição para obtenção de informações confiáveis e de baixo esforço e custo. Para auxiliar na amostragem desses grupos foram elaborados guias de identificação de espécies, onde o território brasileiro foi dividido em sete regiões (mapa abaixo), definidas por análises de dissimilaridade dos agrupamentos naturais das espécies monitoradas, buscando evidenciar as grandes descontinuidades de suas distribuições  Na seleção das espécies alvo, em linhas gerais, foi utilizado como critério básico, serem espécies passíveis de amostragem por meio do método de avistamento em transecção linear e de simples identificação.

Em relação às aves foram definidas como espécies alvo do monitoramento, as espécies das famílias Cracidae, Tinamidae, Psophiidae Cariamidae, Rheidae e Odontophoridae, e em relação aos mamíferos as espécies terrestres diurnas e as de médio e grande porte representadas pelas ordens Rodentia (famílias: Caviidae, Ciniculidae, Dasyptoctidae, Donomyidae Erethizontidae, Myocastoridae e Sciuridae), Didelphimorphia (gênero Didelphis), Lagomorpha, Primates, Pilosa, Cingulata, Carnivora (exceto Otariidae e Phocidae), Perissodactyla e Artiodactyla, além de cinco domésticas.

No total foram consideradas 285 espécies, sendo 58 de aves e 227 de mamíferos, conforme tabela abaixo. 

CLASSE   ORDEM   FAMÍLIA   GÊNERO   ESPÉCIES

Aves              05            06             21             58

Mamíferos   09            27             73            227

TOTAL           14            33             94           285

Obs.: Não foram consideradas espécies insulares como Dasyprocta catrinae, com distribuição periférica e imprecisa ao território brasileiro como Chaetophractus villosus, com problemas taxonômicos como Galea flavidens e com distribuição geográfica ainda imprecisa como Leopardus guttulus.


Ano de Publicação: 2015

Monitoramento da Biodiversidade - Região 1- GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES ALVO DE AVES E MAMÍFEROS

Apresentação

O Programa de Monitoramento da Biodiversidade em UCs realizado em ambientes florestais nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia selecionou aves e mamíferos como indicadores biológicos para o módulo básico do monitoramento, em função de representarem outros grupos de espécies, da boa resposta a gradientes de impactos, incluindo mudanças climáticas e, da contribuição para obtenção de informações confiáveis e de baixo esforço e custo. Para auxiliar na amostragem desses grupos foram elaborados guias de identificação de espécies, onde o território brasileiro foi dividido em sete regiões (mapa abaixo), definidas por análises de dissimilaridade dos agrupamentos naturais das espécies monitoradas, buscando evidenciar as grandes descontinuidades de suas distribuições  Na seleção das espécies alvo, em linhas gerais, foi utilizado como critério básico, serem espécies passíveis de amostragem por meio do método de avistamento em transecção linear e de simples identificação.

Em relação às aves foram definidas como espécies alvo do monitoramento, as espécies das famílias Cracidae, Tinamidae, Psophiidae Cariamidae, Rheidae e Odontophoridae, e em relação aos mamíferos as espécies terrestres diurnas e as de médio e grande porte representadas pelas ordens Rodentia (famílias: Caviidae, Ciniculidae, Dasyptoctidae, Donomyidae Erethizontidae, Myocastoridae e Sciuridae), Didelphimorphia (gênero Didelphis), Lagomorpha, Primates, Pilosa, Cingulata, Carnivora (exceto Otariidae e Phocidae), Perissodactyla e Artiodactyla, além de cinco domésticas.

No total foram consideradas 285 espécies, sendo 58 de aves e 227 de mamíferos, conforme tabela abaixo. 

CLASSE   ORDEM   FAMÍLIA   GÊNERO   ESPÉCIES

Aves              05            06             21             58

Mamíferos   09            27             73            227

TOTAL           14            33             94           285

Obs.: Não foram consideradas espécies insulares como Dasyprocta catrinae, com distribuição periférica e imprecisa ao território brasileiro como Chaetophractus villosus, com problemas taxonômicos como Galea flavidens e com distribuição geográfica ainda imprecisa como Leopardus guttulus.

Ano de Publicação: 2015

Monitoramento da biodiversidade: roteiro metodológico de aplicação.

Princípios do monitoramento

Como monitorar a biodiversidade?

O monitoramento da biodiversidade realizado a partir de levantamentos em campo (in situ) fornece a base de informações biológicas necessária para subsidiar a gestão e a proposição de medidas adequadas para a  conservação dos ambientes monitorados. As informações obtidas nesses programas são úteis em múltiplas escalas, auxiliando tanto a gestão de uma pequena unidade de conservação (perspectiva local), como orientando um conjunto específico de áreas protegidas (perspectiva regional) ou ainda subsidiando a formulação das políticas e metas nacionais de conservação (perspectivas nacional/global). Quando bem conduzido, o monitoramento in situ da biodiversidade produz um conjunto de dados capaz de refletir o panorama de conservação encontrado nas áreas onde é aplicado, dando indicações importantes sobre os impactos incidentes na biota, provenientes tanto de ameaças humanas diretas, como resultantes de dinâmicas climáticas complexas de longo prazo. Sob essas duas perspectivas – a crescente pressão antrópica sobre os ecossistemas naturais e os efeitos adversos emergentes das mudanças climáticas – os programas de monitoramentos integrando indicadores de biodiversidade e clima são fontes importantíssimas de informações para tomada de decisão e para a definição de ações voltadas a conservação dos ambientes e dos recursos naturais.

Existem diversas iniciativas de monitoramento da biodiversidade difundidas ao redor do mundo. De forma geral, cada uma atua numa escala própria, com um rol específico de indicadores, e está adaptada ao contexto local, regional ou global. Basta lembrar que temos iniciativas de monitoramento tanto na floresta amazônica, quanto nas regiões polares, bem como, em regiões úmidas ou áridas. A despeito dessas notáveis distinções, a maioria dessas iniciativas tem elos em comum. Sejam realizadas em áreas verdes urbanas – promovidas por moradores de um bairro – ou em reuniões com grandes líderes globais, muitos dos seus objetivos são convergentes, uma vez que medem o estado da biodiversidade ao longo do tempo. Para monitorar a biodiversidade em uma dada localidade, inicialmente são selecionados os indicadores biológicos mais adequados aos objetivos do monitoramento. São também definidas suas métricas, ou seja, quais variáveis serão medidas a partir desses indicadores. Para isso, devem ser empregados métodos eficientes: acurados, mas de baixo custo operacional e logístico. Outra necessidade fundamental nos monitoramentos de biodiversidade é o acúmulo de informações ao longo do tempo. Com um volume representativo de dados de biodiversidade, inferências mais seguras podem ser feitas. As unidades de conservação (UC) são áreas chave para a conservação da natureza em diversas escalas e perspectivas. Entre outros elementos da biodiversidade, essas áreas protegem habitats, espécies, processos ecológicos e serviços ecossistêmicos. Considerando a sua importância estratégica, o monitoramento de sua biodiversidade constitui uma atividade essencial para a gestão desses espaços.

Este roteiro metodológico apresenta os protocolos definidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio para o Programa de Monitoramento in situ da Biodiversidade nas unidades de conservação federais, incluindo os procedimentos para a amostragem dos grupos de indicadores biológicos. Trata-se de um passo a passo, contendo as principais orientações para a implantação e a coleta das informações conforme as diretrizes desse programa. É importante ressaltar que todo o processo de elaboração do roteiro levou em conta, além do rigor científico e metodológico, a facilidade de aplicação em ampla escala e o baixo custo operacional. 

Ano de Publicação: 2014

PAN ELABORE - MONITORE - AVALIE GUIA PARA GESTÃO DE PLANOS DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

APRESENTAÇÃO

O PAN ELABORE, MONITORE e AVALIE, um Guia para Gestão de Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, tem como objetivo orientar todos os envolvidos no processo de elaboração e gestão de PANs. Trata-se de um instrumento orientador, extremamente detalhado sobre os procedimentos de elaboração, monitoria, avaliação e gestão dos PANs. Este documento traduz de forma fácil e com uma leitura fluida, a Instrução Normativa ICMBio nº 21/2018 apresentando conceitos e dicas para o planejamento, monitoria e avaliação dos PANs, descrevendo ainda o conjunto de procedimentos essenciais à organização, logística e facilitação de reuniões e oficinas. Este Guia é fruto de uma série de discussões e consensos entre todos os envolvidos na elaboração e gestão dos PANs ao longo dos últimos seis anos, visando o aprimoramento do processo e da metodologia associada. A publicação deste documento consolida ainda mais a firme determinação do Instituto em tornar os PANs ferramentas efetivas para a gestão de ações de conservação e recuperação das espécies ameaçadas.

No momento em que este Guia é lançado são reconhecidas 1173 espécies ameaçadas de extinção e o ICMBio contempla 650 espécies em 46 PANs, o que equivale a aproximadamente 56% do total de espécies da fauna ameaçada de extinção com uma ferramenta para conservação em implementação. Até 2007 tínhamos apenas quatro PANs para nove das 627 espécies ameaçadas de extinção na época, os números atuais demonstram a evolução e o amadurecimento do processo. Mais do que isso, refletem o engajamento e a confiança de toda a equipe do ICMBio e dos mais de 2000 parceiros na aplicabilidade desta ferramenta no esforço de conservação das espécies. Cada PAN representa um avanço no aprimoramento do processo, novas perspectivas são agregadas e novos atores são envolvidos, multiplicando e diversificando as visões de solução, incorporando o entendimento cada vez mais comum de que é possível conciliar o desenvolvimento econômico deste país com a conservação do seu imenso patrimônio de biodiversidade. Boa leitura e bom uso.

Marcelo Marcelino

Diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade


INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO: O CONTEXTO DOS PLANOS DE AÇÃO NO BRASIL

O Brasil é responsável pela gestão do maior patrimônio de biodiversidade do mundo: são mais de 130 mil espécies de invertebrados e aproximadamente 9.000 táxons de vertebrados (732 mamíferos, 1.979 aves, 732 répteis, 973 anfíbios, 3.147 peixes continentais e 1.359 marinhos). O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) utiliza três ferramentas integradas para avaliação e melhoria do estado de conservação das espécies brasileiras, conduzidas pela Coordenação Geral de Estratégias para Conservação da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (CGCON/DIBIO): 

• Avaliação do risco de extinção das espécies da fauna brasileira, processo que avalia o estado de conservação de todos os vertebrados e seletivamente os invertebrados, que em 2014 avaliou mais de 12 mil espécies. O resultado deste trabalho subsidia a publicação da Lista Nacional de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção;

• Planos de Redução de Impactos, instrumento direcionado para analisar o impacto das principais ameaças à biodiversidade. Visa, principalmente, apoiar os processos  decisórios e a gestão ambiental de cada um desses vetores de ameaça, valendo-se de ferramentas do planejamento sistemático da conservação para indicar, espacialmente, as áreas de sensibilidade para biodiversidade. Aponta, também, as regiões de conflitos e oportunidades de interesses, tanto para a conservação ambiental como para as atividades socioeconômicas.

• Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, planejamento centrado na redução, supressão ou mitigação das ameaças que põem em risco de extinção as espécies da fauna.

As Portarias do Ministério do Meio Ambiente (MMA) nº 444 e nº 445, ambas de 17 de dezembro de 2014, listam 1.173 espécies de anfíbios, aves, répteis, mamíferos, peixes, invertebrados aquáticos e terrestres da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Dessas, 732 (63%) espécies ameaçadas estão presentes em Unidades de Conservação federais, estaduais e municipais.

O Plano de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção - PAN é um instrumento de gestão e de políticas públicas, construído de forma participativa, a ser utilizado para o ordenamento e a priorização de ações para a conservação de espécies e ambientes naturais, com um objetivo estabelecido em um horizonte temporal definido. Ou seja, é um instrumento de gestão oficial do governo brasileiro, por meio de portaria publicada pelo ICMBio. O primeiro PAN foi elaborado em 2004 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, antes mesmo da criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio. Com a criação do ICMBio, pela Lei nº 11.516, de 28 de agosto de 2007, a conservação de espécies ameaçadas e do Patrimônio Espeleológico passou a ser sua competência, regulamentada pelo Decreto nº 8.974, de 24 de janeiro de 2017, que atribui ao Instituto elaborar, aprovar e implementar Planos de Ação Nacional para a conservação e o manejo das espécies da f auna ameaçadas de extinção no País. Até meados de 2011, os PANs ainda não possuíam uma metodologia bem estabelecida e padronizada. Em 2012, foi publicada a Instrução Normativa ICMBio nº 25, de 12 de abril de 2012, para disciplinar os procedimentos para a elaboração, aprovação, publicação, implementação, monitoria, avaliação e revisão dos PANs, atualizada pela IN ICMBio nº 21/2018. Desde então, diversos PANs foram publicados ou até revisados para adequação de acordo com a metodologia estabelecida pelo ICMBio. Além disso, a Portaria MMA nº 43, de 31 de janeiro de 2014, fortaleceu a ferramenta definindo os PANs como um dos instrumentos do Programa Nacional de Conservação das Espécies Ameaçadas – Pró-Espécies.

Os últimos seis anos de aplicação do método permitiram grande aprendizado e amadurecimento sobre a ferramenta, de maneira a reconhecer seus pontos fortes e aqueles que necessitam de alguma adequação. Assim, entre 2016 e 2018 a metodologia foi revista e aprimorada em conjunto com os Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do ICMBio, resultando na publicação da IN ICMBio nº 21/2018. e na apresentação deste Guia.

Ano de Publicação: 2018

Sumário Executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica da Região Sudeste do Brasil

A Mata Atlântica é uma área de alta relevância ecológica por abrigar um grande número de espécies, muitas delas exclusivas desse ambiente (endêmicas). É um bioma severamente ameaçado, principalmente pela alta pressão antrópica que sofre. A cobertura vegetal original da Mata Atlântica perfazia 130.973.638 hectares ao longo da costa brasileira, atualmente, restam apenas 15% dessa cobertura como remanescente florestal, onde sobrevivem populações de anfíbios e répteis igualmente fragmentadas, muitas delas ameaçadas de extinção.

A Mata Atlântica é o bioma com maior número de espécies de anfíbios e o segundo em número de répteis, com parte considerável dessas espécies endêmicas. A rica biodiversidade e a grave situação em que o bioma se encontra geram um desafio para o governo e sociedade: a conservação das espécies ameaçadas.

Cabe ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a proposição de estratégias de conservação para minimizar os impactos negativos às espécies da fauna ameaçada de extinção e aos ambientes em que vivem

Nesse sentido, o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada de Extinção da Mata Atlântica da Região Sudeste do Brasil (PAN Herpetofauna da Mata Atlântica do Sudeste), sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), foi aprovado pela portaria ICMBio nº 48 de 6 de outubro de 2015.

Trata-se de um instrumento de gestão construído de forma participativa, entre governo e sociedade civil, que visa ordenar as ações para a conservação dos répteis e anfíbios da Mata Atlântica do Sudeste via políticas públicas, geração de conhecimento, sensibilização e controle da ação humana.

Ano de Publicação: 2019

Diretrizes para a Integração de Dados de Biodiversidade

1. Introdução

1.1 Objetivos do Livro

O objetivo desta publicação é apresentar um guia com os padrões e protocolos sugeridos pelo Grupo Técnico de Integração de Dados de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (GT-MMA) para a implementação de uma arquitetura para a interoperabilidade de dados de biodiversidade. Este guia foi criado a partir da compilação de informações de diversas fontes técnicas, como livros, manuais e sites de organizações tecnicamente relevantes na área da biodiversidade. Entre estas organizações destacam-se o Global Biodiversity Information Facility (GBIF)1, o Data Observation Network for Earth (DATAONE)2, o Biodiversity Information Standards (TDWG)3 e o Atlas of Living Australia (ALA)4. As informações foram estruturadas sob a forma de um guia técnico da área de  interoperabilidade de sistemas de biodiversidade, incluindo um catálogo de referências para as principais fontes de dados técnicos relacionados aos assuntos abordados. Este guia pretende atender a diferentes necessidades, conforme o perfil do leitor: 1. Um gestor de dados de biodiversidade poderá ler o guia para conhecer o contexto tecnológico que envolve a interoperabilidade de dados de biodiversidade, considerando os conceitos, padrões e tecnologias relevantes na área;

2. Um analista ou desenvolvedor de sistemas, poderá ler o documento e estender seus estudos às referências e links apresentados durante o texto e no final de cada capítulo, obtendo o conhecimento necessário para a implantação de um ou mais componentes que compõem a arquitetura apresentada; e

3. Um pesquisador ou estudante poderá compreender os principais conceitos, padrões e tecnologias empregadas na área de informática para biodiversidade na atualidade, além de obter informações sobre instituições, projetos e iniciativas existentes. Estas informações definem uma visão geral da área, que poderá apoiar o pesquisador na execução de projetos de pesquisa relacionados ao tema de integração e gestão de dados de biodiversidade.

Ano de Publicação: 2015

How do the wets burn? Fire behavior and intensity in wet grasslands in the Brazilian savanna

Abstract 

Although wetlands are commonly managed with fire by local communities and managers in tropical savannas, little is known about fire behavior in these ecosystems. We measured fire intensity and temperature in 13 experimental early (June) and late (September) dry season fires in wet grasslands in the Brazilian savanna, the ‘‘Cerrado’’. We aimed to characterize ‘‘Cerrado’’ wet grasslands fire behavior and to understand how fire season (early vs. late dry season) and time since last fire affect fire behavior and intensity. We compared fire intensities in biennially burnt areas to areas unburned for 5 years. Experimental fires consumed 60–98 % of the fuel and were of low intensity (240–1083 kW m-1) compared to those in dry savanna grassland with similar fuel loads (0.4–1.3 kg m-2). Fires in areas with contrasting times since last fire (2 and 5 years) had similar intensities. Late dry season fires tended to be more intense than early dry season fires, but the difference was not significant. The low fire intensities are probably due to high soil water availability year around, a characteristic of wetlands. Maximum temperatures were low (149–442 C, mostly at 50 cm in height) compared to fires in dry savanna ecosystems. Our results can directly contribute to plan and implementation of fire management programs in the ‘‘Cerrado’’, where it is mostly still not carried out.

Keywords ‘‘Campos úmidos’’ , ‘‘Cerrado’’,  Eriocaulaceae , Fire management, Fire season ,  Fire temperatures ,  Protected areas

Ano de Publicação: 2017